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Governistas planejam quarto mandato para Evo Morales na Bolívia

A Carta Magna, que entrou em vigor em fevereiro de 2009, após ser reformada em uma Assembleia Constituinte, proíbe uma terceira eleição consecutiva

Agência France-Presse
postado em 19/05/2015 16:51
A Carta Magna, que entrou em vigor em fevereiro de 2009, após ser reformada em uma Assembleia Constituinte, proíbe uma terceira eleição consecutiva

La Paz - Uma nova reeleição do presidente Evo Morales para a gestão 2020-2025 foi incentivada por um congresso regional do Movimento ao Socialismo (MAS), partido fundado pelo chefe de Estado, o que implicaria uma reforma constitucional, informou nesta terça-feira um alto dirigente do setor.

"A comissão política (do congresso partidário) aprovou a partir de agora trabalhar pela reeleição do colega presidente Evo Morales para 2020-2025", informou à imprensa Leonardo Loza, novo chefe regional do MAS em Cochabamba (centro), líder dos produtores de coca nesta região.

Morales, que assumiu em 2006 e foi reeleito para os períodos 2010-2015 e 2015-2020, não foi consultado sobre a iniciativa, segundo Loza, mas "esta é uma decisão irrevogável das bases do MAS", assegurou.



O congresso regional aprovou, ainda, "buscar a forma jurídica constitucional para que o nosso presidente vá para a reeleição", acrescentou o dirigente.

A Carta Magna, que entrou em vigor em fevereiro de 2009, após ser reformada em uma Assembleia Constituinte, proíbe uma terceira eleição consecutiva.

Mas, segundo a situação, a primeira gestão do governo (2006-2010) não é levada em conta, devido a que esta eleição foi feita sob a antiga Constituição.

"Dissemos que há que constitucionalizar a reeleição do irmão Evo Morales. A boa gestão e as obras nos obrigam a esta decisão, que será avaliada pelos advogados que temos", antecipou o líder camponês Rodolfo Machaca ao jornal El Deber.

A senadora e líder camponesa Nélida Sifuentes afirmou que o MAS poderia decidir o assunto no congresso partidário, provavelmente em agosto, e que então colocará o tema das reformas constitucionais na agenda do evento.

"Teremos que ver como fazer (para viabilizar a reeleição), poderíamos promover um referendo", acrescentou.Morales foi reeleito pela terceira vez em outubro passado com 61% dos votos, incentivado pelos êxitos econômicos do país, em um dos ciclos de maior crescimento da região.

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