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Fundador do WikiLeaks consegue adiar por um mês interrogatório da Suécia

O procurador equatoriano Wilson Toainga receberá o depoimento de Julian Assange, a quem a Suécia quer interrogar no âmbito de um caso de estupro cometido em 2010; Assange nega o crime

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postado em 12/10/2016 17:21

France Presse

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, refugiado na embaixada equatoriana em Londres, pediu que as diligências para que a Suécia o interrogue no caso de violência sexual sejam adiadas de 17 de outubro para 14 de novembro - informou o Ministério Público do Equador nesta quarta-feira (12/10).

"O dia 14 de novembro de 2016, às 10h, será a nova data, em que se ouvirá a versão de Julian Assange, solicitada pelo Ministério Público da Suécia mediante a Assistência Penal Internacional", relatou o organismo equatoriano.

O texto acrescenta que foi Assange, de 45, "que solicitou adiar a prática das diligências processuais", inicialmente previstas para a próxima segunda-feira (17/10), na embaixada do Equador em Londres.

"O pedido foi feito por escrito, através do embaixador do Equador no Reino Unido, o qual argumentou suas razões de garantias de proteção e defesa de sua pessoa", indicou o MP em um comunicado.

 

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O procurador equatoriano Wilson Toainga receberá o depoimento de Assange, a quem a Suécia quer interrogar no âmbito de um caso de estupro cometido em 2010. Assange nega o crime, que expira apenas em 2020.

Em setembro passado, o MP federal havia informado que Toainga "tomará a declaração com base em uma lista de perguntas entregue pelo Ministério sueco da Justiça (...) assim como uma possível coleta de amostras de fluidos corporais", se houver o consentimento do criador do WikiLeaks.

Assange vive na embaixada equatoriana em Londres desde junho de 2012, quando pediu asilo às autoridades equatorianas para evitar ser extraditado para a Suécia.

Ele se recusa a voltar para a Suécia por medo de ser extraditado para os Estados Unidos e ser processado pelo vazamento em 2010, no WikiLeaks, de cerca de 500.000 documentos sigilosos sobre Iraque e Afeganistão, assim como 250.000 telegramas diplomáticos - os chamados "cables". Se for processado e considerado culpado, pode ser condenado a uma longa pena de prisão, ou à morte.

Em setembro, um tribunal de apelação sueco decidiu manter a ordem de detenção internacional contra Assange.

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