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Em posição difícil, Trump dá coletiva surpresa antes de debate com Hillary

Hillary tentará reforçar sua imagem de mulher de Estado, enquanto Trump pode se ver limitado a aplicar uma estratégia de redução de danos

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postado em 17/10/2016 10:47

France Presse

Washington, Estados Unidos - O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, deu neste domingo uma coletiva de imprensa com mulheres que acusam Bill Clinton, ex-presidente e marido de sua adversária, a democrata Hillary Clinton, de abuso sexual, antes do segundo debate de uma campanha aos pedaços por declarações do magnata ofensivas às mulheres.

Às 21h00 (22h00 de Brasília deste domingo) na universidade Washington de St. Louis (Missouri), o magnata e a ex-secretária de Estado estarão novamente cara a cara em um debate transmitido ao vivo pelos grandes canais. Ambos deverão responder às perguntas de dois moderadores e de um painel integrado por eleitores indecisos. Hillary tentará reforçar sua imagem de mulher de Estado, enquanto Trump pode se ver limitado a aplicar uma estratégia de redução de danos.

Coletiva surpresa
Pouco mais de uma hora antes do debate, Trump celebrou uma coletiva de imprensa com algumas mulheres que acusaram Bill Clinton de conduta sexual imprópria. Instantes depois da reunião, a chefe de comunicações do comitê de campanha de Clinton, Jennifer Palmieri, afirmou que se tratou de um "ato desesperado" de Trump. "Não nos surpreende ver Donald Trump mantendo sua corrida destrutiva rumo ao fundo do poço" destacou, em uma nota curta.

A improvisada coletiva de imprensa é mais um capítulo do escândalo que se arrasta desde a sexta-feira e que deixou Trump no olho do furacão após a divugação de um vídeo. O vídeo, gravado em 2005, Trump menopreza as mulheres com uma linguagem vulgar e machista, o que rendeu a Trump uma forte rejeição, inclusive em suas próprias fileiras. No vídeo, Trump diz a um apresentador de televisão durante uma conversa gravada - sem seu consentimento - em um ônibus: "Quando você é famoso, elas deixam você fazer. Você pode fazer qualquer coisa".

E conta sobre sua primeira tentativa frustrada de seduzir uma mulher. "Eu parti para cima dela e falhei. Admito para você", contou Trump na gravação. "Uau", diz uma outra voz. "Eu parti para cima dela como uma cachorra, mas não consegui comer. E ela era casada", continua. Em meio a uma onda de indignação generalizada, o próprio presidente Barack Obama condenou, neste domingo, as declarações de Trump, considerando-as "degradantes". "Vamos realmente arriscar dar poder a Donald Trump para que ele reverta todo o progresso que construímos?", questionou Obama em um evento de campanha em sua cidade natal em Illinois.

"Eu não preciso repetir aquilo. Há crianças na sala... Degradando e humilhando não só as mulheres, mas também imigrantes, pessoas com outras religiões, zombando de pessoas com deficiência... Ele se infla para colocar as outras pessoas para baixo", disse Obama em ato público no estado do Illinois.  Desde a divulgação das declarações, Trump divulgou um vídeo pedindo desculpas, mas o estrago já estava feito. Os meios de comunicação, depois disso, mergulharam em busca de novas evidências de seu mau comportamento, incluindo uma entrevista em que diz que sua filha Ivanka é "gostosa". Nesta entrevista de 2002 com Howard Stern, Trump também afirma que preferia deixar as mulheres a partir de certa idade: "O que são os 35? Se chama a hora de ir embora", afirma.

Um debate crucial
Precisando urgentemente atrair o apoio de setores do eleitorado reticentes a ele, em particular as mulheres, a menos de um mês das eleições de 8 de novembro, Trump corre o risco, pelo contrário, de perdê-los definitivamente. O debate deste domingo será, consequentemente, decisivo para o magnata, que segundo os analistas perdeu o primeiro confronto com Hillary, em 26 de setembro. No avião que a levava a St. Louis, a porta-voz da candidata, Jennifer Palmieri, explicou que a democrata aproveitará o debate para conquistar os eleitores afetados pelas declarações do magnata.

"Ela tem a oportunidade de falar diretamente com muitos eleitores que não tinham até agora a intenção de votar nela", disse. As declarações feitas pelo republicano na noite de sexta-feira e ao longo de sábado permitem deduzir a estratégia que Trump adotará para tentar dobrar sua adversária.

O republicano deve se mostrar humilde, reconhecendo seus erros de 11 anos atrás e reiterando os pedidos de desculpas a respeito, ao mesmo tempo em que atacará Hillary Clinton através de seu marido Bill, conhecido por suas aventuras extraconjugais. No sábado, Trump retuitou a mensagem de uma mulher que denunciou em 1999 ter sido estuprada por Bill Clinton em 1978.

Abandonado
O vídeo de sexta-feira caiu como uma bomba na campanha, gerando rejeição nas fileiras republicanas, e fazendo com que vários de seus expoentes convocassem Trump a abandonar a corrida presidencial. Mas o magnata disse que havia "zero" chance de que isso ocorresse, porque "nunca, jamais me dou por vencido". Entre os republicanos que manifestaram que não votarão em Trump em novembro se destacam o senador John McCain e Mitt Romney, ex-candidatos à presidência, a ex-secretária de Estado Condoleezza Rice e o ator e ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger.

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O presidente da Câmara de Deputados, Paul Ryan, disse estar "doente pelas declarações" de Trump, e inclusive seu companheiro de chapa, Mike Pence, se distanciou dele. "Não consinto com estas declarações e não posso defendê-las", declarou Pence, embora tenha celebrado o pedido de desculpas feito por Trump.

Enquanto isso, Melania, esposa do candidato, classificou de inaceitáveis e ofensivas as declarações de seu marido, mas acrescentou que "não representam o homem que eu conheço". O vídeo de 2005 "é uma punhalada no coração de Trump. No debate certamente o tema será levantado", disse Larry Sabato, cientista político da Universidade da Virgínia. "Trump não perderá nenhum voto entre seu eleitorado, que não se importa com nada" do que o candidato disse há 11 anos, mas "não poderá ampliar sua base eleitoral", estimou.

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filomena
filomena - 17 de Outubro às 14:56
O problema dessa baixesa e' que Hillary nao e' responsavel pelo penis de seu marido, ele o leva aonde quer, Ela nao pode ser sua baba'

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