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Trump e Hillary cortejam Flórida, que pode decidir eleição dos EUA

Poucos estados são tão imprevisíveis quanto a Flórida, o terceiro mais populoso do país, com 20,2 milhões de habitantes, que oscilam entre um e outro partido com pouca margem entre os candidatos

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postado em 25/10/2016 19:20

France Presse

Donald Trump e Hillary Clinton se jogaram nesta terça-feira (25) no diverso estado da Flórida, crucial na corrida pela Casa Branca e a duas semanas da eleição presidencial americana, em 8 de novembro.

A candidata democrata, de 69, mantém a liderança nas pesquisas em nível nacional, com uma vantagem média de 5,1 pontos, de acordo com o site RealClearPolitics.

O magnata republicano, de 70, promete surpreender e aposta em uma reviravolta nas urnas.

Poucos estados são tão imprevisíveis quanto a Flórida, o terceiro mais populoso do país, com 20,2 milhões de habitantes, que oscilam entre um e outro partido com pouca margem entre os candidatos.

 

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"Acho que tem de ganhar na Flórida e acho que estamos ganhando. Acho que estamos ganhando muito", insistiu Trump, nesta terça, em entrevista ao canal Fox News.

Dono do complexo hoteleiro Mar-a-Lago, em Palm Beach, o magnata nova-iorquino gosta de apresentar a Flórida como seu segundo lar.

"Adoro a Flórida", repetiu na segunda-feira (24).

Essa declaração de amor não parece conter, porém, a tempestade que está se formando sobre sua campanha nesse estado. Na mais recente média de pesquisas feita pelo RealClearPolitics, Hillary aparece com uma vantagem de 3,8 pontos.

Hillary na Univisión


Diante desse cenário, Donald Trump lança uma ofensiva esta semana no "Sunshine State" com três dias de presença intensa.

Depois dos atos de campanha em Naples, St. Augustine e Tampa, no domingo e na segunda-feira (24), participa de mais dois eventos nesta terça, em Sanford, perto de Orlando, e depois na capital, Tallahassee.

Já Hillary cortejará os eleitores de Coconut Creek, seguindo para um evento de arrecadação de fundos em Miami. Na quarta (26), terá comícios em Tampa e West Palm Beach.

Consciente do peso dos latinos (14,9% dos eleitores nesse estado), a ex-secretária de Estado será entrevistada hoje no programa de variedades "El Gordo y la Flaca" da Univisión, a principal emissora em espanhol dos Estados Unidos.

Contra Obamacare

Trump partiu para o ataque nesta terça, criticando o aumento dos prêmios na reforma de Saúde do presidente, apelidada de "Obamacare".

"Está explodindo", disse Trump em um ato com funcionários de seu campo de golfe em Doral, prometendo "revogar e substituir" o Obamacare, se for eleito.

Ele repetiu sua linha de ataque em tuítes e em entrevista à Fox News, tentando fugir da pergunta sobre sua ameaça de denunciar as mulheres que acusaram-no de conduta sexual inadequada.

"Queria encerrar esse assunto. Todo mundo fala disso. O fato é que esse foi um discurso sobre o Obamacare", afirmou.

Trump caiu nas pesquisas, especialmente entre as mulheres, depois da divulgação de um vídeo de 2005, no qual ele se gaba de conseguir "pegar" mulheres por se famoso.

Desde então, várias mulheres vieram a público denunciar o republicano por tê-las beijado, ou tocado, à força.

Confiança sobe


No caso de Hillary, os números continuam favoráveis.

Quase sete em cada dez americanos acreditam que a democrata vencerá a Presidência, voltando para a Casa Branca 16 anos depois de ser primeira-dama, aponta enquete da CNN/ORC.

Esta pesquisa, feita por telefone com cerca de mil entrevistados antes e ao longo do último fim de semana, também mostrou-se que 66% acreditam que os votos serão contados corretamente nas eleições, oito pontos a mais do que o registrado em 2008.

A fé no sistema eleitoral está no centro da campanha desde as últimas semanas, após insistentes denúncias de Trump de que haverá fraude e de que a imprensa conspira a favor de Hillary.

Hoje, ele repetiu seus ataques, garantindo que ganhará em outros estados-chave, entre eles Ohio e Carolina do Norte.

"Vai ficar muito apertado. O maior problema que tenho é a imprensa. A imprensa é extremamente desonesta", disse à Fox News.

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