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Trump cresce nas pesquisas a menos de uma semana das eleições americanas

Escândalo dos e-mails sigilosos investigados pelo FBI derruba Hillary Clinton da dianteira nas pesquisas nacionais, na semana final da corrida pela Casa Branca. Sucessão de Barack Obama será definida nos chamados "campos de batalha"

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postado em 02/11/2016 17:03 / atualizado em 03/11/2016 21:32


Dominick Reuter/AFP


A menos de uma semana para a votação que decidirá a sucessão de Barack Obama, as pesquisas de opinião refletiam ontem o impacto da imprevista reabertura da investigação do FBI (polícia federal dos  Estados Unidos) sobre e-mails da candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton. Depois de liderar as intenções de voto em escala nacional com vantagem de até dois dígitos (12 pontos) no início do mês, ela se viu ontem atrás pela primeira vez em mais de um mês. A pesquisa de tracking da ABC News, que segue diariamente a evolução das opiniões dos eleitores, mostrou ontem o candidato da oposição republicana, Donald Trump, com vantagem de um ponto percentual: 46% a 45%, no final de um mês em que a ex-secretária de Estado chegou a abrir 12 pontos de dianteira.

A gangorra nas pesquisas reflete o impacto, na opinião pública, da decisão do FBI (a polícia federal dos EUA) de reabrir a investigação sobre o teor de mensagens de correio eletrônico trocadas pela candidata democrata, por um servidor particular, quando era secretária de Estado, no primeiro mandato de Obama, entre 2009 e 2013. Embora a presidenciável sustente que não houve comprometimento de informações sensíveis para a segurança do país, o diretor do FBI, James Comey, considerou relevante informar que uma investigação paralela — sobre assédio sexual a menor por parte de um figurão democrata — teria resultado na apreensão de mais mensagens “possivelmente pertinentes” ao caso da ex-secretária de Estado.

Reaberta a 10 dias da votação, a investigação sobre os e-mails de Hillary reabriu também as expectativas para o resultado de uma eleição que parecia solidamente encaminhada para a vitória da candidata governista. Ela se mantém como favorita, inclusive pela tendência captada nos padrões da votação antecipada, em vários estados. O site especializado FiveThirtyEight apontou ontem que a probabilidade de vitória de Hillary chega a 73,6%, contra 26,3% de Trump. Há duas semanas, porém, a diferença era de 88,1% para a democrata, contra 11,9% para o rival republicano, Donald Trump. No jornal The New York Times, o balanço das chances era de 88% para Hillary e 12% para Trump.

A queda da candidata governista nas pesquisas reflete a perda de confiança dos seus eleitores no desfecho da eleição da próxima terça-feira. Na última pesquisa da ABC, 53% dos eleitores de Trump se disseram “muito entusiasmados” com o candidato, contra apenas 43% no campo da oponente. Uma semana atrás, o nível de confiança entre os apoiadores de Hillary era de 51%.

Justin Sullivan/AFP


Para um candidato que entrou no mês final da disputa com desvantagem de 12 pontos, além de uma situação desconfortável na maioria dos estados onde eleição permanece indefinida, os embaraços da adversária representam a esperança de virar o jogo na reta final. “Uau, agora lideramos a pesquisa ABC/Washington Post por 46 a 45. Subimos 12 pontos, a maioria antes do escândalo de Hillary”, tuitou Trump, ao se referir à reabertura da investigação sobre o uso inadequado de e-mails por parte de Hillary quando era secretária de Estado.

Embora tenha atingido de imediato a curva ascendente da democrata, que vinha consolidando a vantagem nas pesquisas nacionais, Trump enfrenta ainda um quadro desfavorável na contagem nos estados onde disputa com Hillary os delegados ao Colégio Eleitoral que escolhe o presidente (veja infografia), mas investe nos últimos dias de campanha para virar o resultado em  um número de estados suficiente para conquistar os 270 delegados necessários para garantir o passaporte para a Casa Branca.

Não por acaso, os dois candidatos concentraram ontem os esforços na Flórida, que envia representantes ao Colégio Eleitoral. Hillary, que havia passado o fim de semana no estado, retornou ontem à região do condado de Dade, uma das maiores seções eleitorais da região. Amanhã, a campanha democrata no estado terá o reforço de Obama, que investirá a própria popularidade entre o eleitorado latino da Flórida, no esforço final para dar à candidata governista uma vitória que os analistas consideram definitiva para selar o caminho de Hillary à Casa Branca.

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