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Governo Obama termina com Congresso sob controle da oposição

Barack Obama termina o mandato com as duas casas do Congresso sob controle da oposição, mas o partido joga pesado para começar 2017 com a maioria dos senadores para ajudar um governo de Hillary Clinton ou atrapalhar uma presidência de Donald Trump

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postado em 06/11/2016 06:10 / atualizado em 06/11/2016 14:29

Silvio Queiroz

À sombra da eleição presidencial, que domina as atenções dos eleitores americanos e de observadores do mundo inteiro, democratas e republicanos travam uma batalha complementar — e também decisiva para os rumos dos EUA nos próximos anos — pelo controle do Congresso. Barack Obama termina o segundo mandato com maioria da oposição republicana na Câmara e no Senado, mas seu partido investe pesado na oportunidade de retomar o controle do segundo. Com o prognóstico incerto, tanto para a Casa Branca quanto para o Capitólio, os especialistas enxergam com nuances de tom as perspectivas para o jogo político no próximo período. Mas são unânimes na constatação de que, seja qual for o cenário, o partidarismo cultivado nas últimas décadas tende a fazer de alguns assuntos objeto de cabo de guerra entre governo e oposição.

Com 246 das 435 cadeiras de deputados — todas em jogo —, o Partido Republicano pode sofrer perdas, mas sua maioria não corre risco. No Senado, onde a oposição detém hoje 54 das 100 cadeiras, serão renovadas 34. Desse total, 24 pertencem a republicanos. Os democratas lutam por manter os 10 assentos em disputa e tomar cinco da oposição, de maneira a começar a próxima legislatura com 51 senadores. Caso ambos os partidos tenham 50 senadores, um eventual desempate ficará a cargo do presidente do Senado — posição que, nos EUA, cabe ao vice-presidente.

“Se Hillary vencer com uma vantagem significativa, seu partido poderá tomar até sete cadeiras do Senado, ou talvez apenas quatro ou cinco, e, com isso, assumir o controle da casa, desde que não perca nenhuma das que detêm”, disse ao Correio Robert Shapiro, cientista político da Universidade de Columbia, em Nova York, e estudioso do sistema partidário norte-americano. Timothy Hagle, da Universidade de Iowa, detecta uma tendência “ligeiramente favorável” aos republicanos desde a semana passada, quando as pesquisas passaram a refletir o impacto da reabertura de inverstigação do FBI (polícia federal) sobre o uso de um servidor privado de e-mail pela candidata democrata, quando ela chefiou o Departamento de Estado, no primeiro mandato de Barack Obama (2009-2013).

Os analistas da campanha eleitoral se concentram em seis disputas nas quais os governistas apostam as fichas para recuperar o Senado (veja o quadro). Em metade delas, o partido de Obama e Hillary investe em um dos capitais políticos que colocou contra Trump e os republicanos: a promoção de mulheres. Em New Hampshire, a democrata Maggie Hassan conta com intenso apoio da candidata presidencial e de figurões da legenda para desbancar a republicana Kelly Ayotte, titular da vaga. Outra desafiante “adotada” pela cúpula democrata é Katie McGuinty, que o site especializado Politico aponta como favorita para destronar um republicano na Pensilvânia.

 

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