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Correio Braziliense

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Especialista prevê vitória de Hillary

Premiado historiador norte-americano acredita em uma vitória tranquila da democrata nas eleições desta terça-feira.

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postado em 08/11/2016 07:00

Rodrigo Craveiro

Jeffrey A. Engel, premiado historiador norte-americano, especialista em Presidência dos Estados Unidos e em história diplomática dos EUA, ocupa atualmente o cargo de diretor do Centro para História Presidencial da Southern Methodist University, sediada em Dallas, no estado do Texas. Em entrevista exclusiva ao Correio, ele previu uma vitória tranquila da democrata Hillary Clinton nas eleições desta terça-feira (8/11), com entre 290 e 319 votos de delegados — para se tornar presidente dos Estados Unidos, um candidato deve obter  pelo menos 270 votos do Colégio Eleitoral. Engel admite que a campanha política foi "feia e nervosa" e admite que o magnata republicano Donald Trump tem pouco a oferecer em propostas econômicas e desconhece o funcionamento do sistema internacional.

Qual é a aposta do senhor em relação ao resultado das eleições?

No momento, eu prevejo que a secretária Clinton vencerá as eleições, com 319 votos eleitorais. Se ela perder na Flórida, pelas minhas contas, ainda assim ganhará, com 290 delegados.

Quais serão os principais desafios que o próximo presidente enfrentará dentro dos EUA?
Os principais desafios para qualquer candidato que vencer será trazer a nação junta. Esta tem sido uma eleição particularmente feia e nervosa, mesmo pelos padrões americanos, e há poucos exemplos na história de um presidente assumir um gabinete com números tão negativos de popularidade.

A manutenção do Obamacare será o primeiro desafio do novo mandatário?

Eu acho que Clinton se moverá para aumentar is impostos sobre o 1% de mais ricos do país e investirá o dinheiro arrecadado em infra-estrutura e crescimento de emprego. Do ponto de vista político, sua primeira manobra será um confronto com o Senado sobre a escolhe para a Corte Suprema, ao presumir que um Senado pato manco não agirá nesse ponto durante o governo de Obama. Eu tenha pouca ideia sobre o que Trump tentará fazer; para rescindir o Obamacare neste ponto é preciso ter uma alternativa, e ele não tem mostrado nenhuma ideia substancial.

Hillary insiste que Trump cortará os impostos dos mais ricos. Como o senhor vê isso e que tipo de medidas ambos os candidatos tomarão na economia?
Trump tem pouco a oferecer, mas os argumentos padrões republicanos das últimas geração são os de que a solução para todos os problemas econômicos é o corte de impostos. Se Trump ganhar, ele terá o Congresso do seu lado para fazer isso.


Em termos de política externa, há grandes crises e focos de interesse. Como Hillary e Trump lidarão com Cuba? E em relação à Síria e ao Afeganistão?
Eu acho que, se Clinton ganhar, podemos esperar muito mais do mesmo dos últimos quatro anos, de mais engajamento com Cuba e uma campanha sustentada para derrotar o Talibã, lenta, mas eficiente. Eu não posso prever com o que uma política externa de Trump se pareceria, até porque ela não tem fundamento em nenhuma das realidades encaradas pelos políticos norte-americanos desde 1945. Eu percebo que ela soa hiperbólica, mas ele tem demonstrado tão pouca compreensão do atual sistema internacional que alguém pode imaginar o que ele faria se tivesse chance – e as consequências são terríveis.

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