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Trump e Doria fazem parte de 'onda populista global', diz Washington Post

Sobre a América Latina, a publicação cita a crise política brasileira nos últimos meses, que teria chegado ao ápice com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff

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postado em 14/11/2016 16:58

Reprodução/Internet

O jornal americano The Washington Post afirmou, em uma reportagem, que a vitória do republicano Donald Trump nas eleições presidenciais americanas pode ser apenas o início de uma "onda populista global", que incluiria, entre outros representantes, o prefeito eleito de São Paulo, João Doria.

Além de Trump e Doria, o Washington Post cita como exemplos populistas o presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte; a votação que definiu o "Brexit" no Reino Unido; e o avanço da extrema direita na França, com Marine Le Pen como expoente.

Sobre a América Latina, a publicação cita a crise política brasileira nos últimos meses, que teria chegado ao ápice com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. "Manchado por acusações de corrupção e má gestão econômica, o Partido dos Trabalhadores tomou uma martelada nas eleições municipais mês passado. Os políticos não convencionais foram, muitas vezes, os beneficiados", diz o jornal.

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Como exemplos da derrota do PT nas urnas são citados Marcelo Crivella, prefeito eleito do Rio de Janeiro, e João Doria, que é citado como "um empresário milionário, que fez campanha dizendo não ser político na maior cidade da América Latina".

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) também é citado na reportagem do Washington Post. De acordo com a publicação, "o deputado, de extrema direita,tem ambições presidenciais e usou seu perfil no Twitter para parabenizar Donald Trump por sua vitória e prometer algo parecido nas eleições do Brasil em 2018"

Para o cientista político peruano, Oscar Vidarte, o meio mais efetivo de combater essa onda populista global é deixar com que os populistas governem. "Eles não fazem isso muito bem", disse. Vidarte ainda afirma que "Trump se assemelha ao populismo clássico da América Latina. No entanto, na América Latina, existem instituições fracas que permitem o avanço populista; nos EUA, as razões são diferentes".

Por France Presse.

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