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Conheça Flynn, Pompeo e Sessions: três ultraconservadores no governo Trump

Veja a biografia desse trio que ocupará posições-chave no próximo governo

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postado em 18/11/2016 20:28

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou nesta sexta-feira (18) três ultraconservadores para as posições-chave de procurador-geral, conselheiro de Segurança Nacional e diretor da Agência Central de Inteligência (CIA).

Confira abaixo, uma breve biografia desse trio que ocupará posições-chave no próximo governo:

Michael Flynn

O homem escolhido por Donald Trump para dirigir o Conselho de Segurança Nacional (NSC, na sigla em inglês) é um general três estrelas aposentado com uma brilhante carreira no Exército.

Michael Flynn, de 57 anos, dirigiu a Agência de Inteligência da Defesa (DIA, em inglês) e foi uma das poucas figuras da elite republicana a apoiá-lo na campanha eleitoral.

Conhecido por ser um crítico implacável do extremismo islâmico, acusou o governo Barack Obama de ser muito fraco diante dessa ameaça.

Defendeu a aproximação com Rússia e China e, em um jantar em Moscou, deixou-se ver ao lado do presidente Vladimir Putin em dezembro de 2015.

"Temos um problema com o islamismo radical e acho que podemos trabalhar juntos" com a Rússia "contra esse inimigo", disse ele em declarações ao jornal The Washington Post no semestre passado.

Filho de banqueiro de Rhode Island (leste), sua carreira militar se inclinou para a Inteligência e para a espionagem, que o levou a ser destacado para Afeganistão e Iraque.

Em 2012, foi nomeado por Obama como chefe da DIA, mas foi obrigado a renunciar menos de dois anos depois em meio a turbulências internas do organismo e a conflitos com o governo americano.

Sua nomeação não precisa ser confirmada pelo Senado.

Mike Pompeo

O próximo diretor da Agência Central de Inteligência (CIA, sigla em inglês), Mike Pompeo, de 52, é conhecido por ser um falcão do Partido Republicano e um feroz crítico do acordo nuclear com o Irã.

Em 1986, graduou-se na prestigiosa Academia Militar americana de West Point, mas abandonou o Exército em 1991 para estudar Direito em Harvard. Depois, dedicou-se ao mundo empresarial e criou a empresa de componentes aeroespaciais Thayer Aerospace, que veio a vender.

Com o apoio econômico dos multimilionários e conservadores irmãos Charles e David Koch, foi eleito em 2010 pelo Kansas à Câmara de Representantes. Depois, integrou-se ao Tea Party, a corrente ultraconservadora do Partido Republicano.

Na Câmara baixa, ficou conhecido por liderar a polêmica Comissão Benghazi, que pôs na berlinda a oponente de Trump na corrida presidencial, a democrata Hillary Clinton, no âmbito da investigação sobre o ataque em 2012 contra o consulado americano na cidade líbia, quando era secretária de Estado. Quatro americanos morreram no atentado, incluindo o embaixador.

Pompeo ganhou mais notoriedade em temas de Inteligência em 2013 ao ser designado membro dessa Comissão. De lá, lançou implacáveis críticas ao acordo com o Irã, por meio do qual as sanções contra a República Islâmica foram suspensas em troca da paralisação de seu programa nuclear.

Um dia antes de sua designação, tuitou: "Estou querendo retificar esse desastroso acordo com o maior Estado patrocinador do terrorismo".

Sua nomeação foi aclamada nesta sexta (18) pelo presidente da Comissão de Inteligência, republicano Devin Nunes, que deve aprovar sua designação.

Jeff Sessions

Este senador ultraconservador pelo Alabama, de 69 anos, com uma duríssima posição em matéria de imigração ilegal, será o próximo procurador-geral dos Estados Unidos.

Sua personalidade continua sendo muito polêmica por declarações racistas dadas há várias décadas, mas seu fino conhecimento dos mecanismos do poder em Washington será muito valioso para o próximo presidente americano, que nunca exerceu um cargo público.

Desde 1997 representa o Alabama no Senado, onde ficou popular por se opor a vários projetos de regularização dos imigrantes em situação ilegal nos governos do republicano George W. Bush e do democrata Barack Obama.

Também se mostrou favorável a reduzir gastos e a adotar uma abordagem repressiva para lutar contra a criminalidade.

Suas palavras abertamente racistas nos anos 1980 ainda o perseguem: em 1986, por exemplo, quando era procurador-geral no Alabama, criticou um advogado branco por ter defendido um cliente negro - "uma vergonha para sua raça".

Sua candidatura a um cargo de juiz federal foi rejeitada - fato muito raro -, depois de uma audiência no Senado por causa desse tipo de declaração.

Seu nome precisa ser confirmado pelo Câmara alta.
 
Por France Presse 

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