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O fim de um jeito de fazer política

Fidel Castro morreu nesta sexta-feira, aos 90 anos

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postado em 26/11/2016 08:54 / atualizado em 26/11/2016 09:53

Leonardo Cavalcanti /

 AFP / Nicolas Garcia
 
Por causa da carga histórica, há dias mais simbólicos do que outros. 25 de novembro de 2016 é um deles. O fim de Fidel Castro representa, mais do que a morte de um político, o próprio fim de uma política, hoje incapaz de responder ao público, mas que envolveu corações e mentes de milhares de pessoas não apenas em Cuba, mas em todas as regiões do mundo, incluindo, é claro, o Brasil.

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Fidel fazia parte de um mundo que parecia dividido em apenas duas partes. E os bons e os maus podiam trocar de lugar a partir do simples ponto de vista do observador. Por mais que muita gente ainda acredite que tal mundo maniqueísta exista, as novas formas de percepção social a partir da internet apontam o erro. E hoje, poucas horas depois da morte do líder cubano, é dia de se avaliar a política em todos os espectros, sem reducionismos ou maniqueísmos.

O texto principal do New York Times diz, neste momento, o seguinte: "Fidel Castro, o apaixonado apóstolo da revolução que trouxe a Guerra Fria para o Hemisfério Ocidental em 1959 e depois desafiou os Estados Unidos por quase meio século como líder máximo de Cuba, envolvendo 11 presidentes americanos e empurrando brevemente o mundo à beira de uma guerra nuclear, morreu sexta-feira". Bem, é apenas uma forma de ver o líder e entender a história. O dia apenas começou.

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