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Após morte de fidel, opositores citam aumento da repressão em Cuba

Se grande parte da população preferiu a discrição, talvez em obediência ao luto, a dissidência reagia com alívio ao último suspiro do ex-presidente.

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postado em 27/11/2016 08:00

Enrique De La Osa/Reuters - 16/10/11


Pouco antes das 7h (hora local), uma foto do sol despontando no horizonte de Havana foi publicada nas redes sociais pela blogueira Yoani Sánchez, uma das mais conhecidas opositoras ao regime. “Amanhece em Havana, após o anúncio da morte de Fidel Castro”, escreveu. “Cuba, um país de silêncios neste sábado”, acrescentou, cinco horas depois. Por meio do Twitter, Yoani contou que os olhares dos cubanos pareciam dizer “Disso não se fala”. Se grande parte da população preferiu a discrição, talvez em obediência ao luto, a dissidência reagia com alívio ao último suspiro do ex-presidente.

Líder das Damas de Branco — grupo formado por mulheres e mães de prisioneiros políticos que protestam pelas ruas, vestidas de branco e carregando palmas-de-santa-rita —, Berta Soler contou ao Correio que estava em Miami na madrugada de ontem e retornou a Havana por volta das 8h. “À 1h, minha irmã me comunicou a morte do ditador. Sou uma mulher que ama a vida e que não deseja a morte de ninguém, mas fiquei bastante contente, pois agora temos um ditador a menos”, relatou. “O ditador Fidel Castro morreu! Fidel Castro morreu! Um ditador responsável pela morte de muitos e pela separação de famílias da nação cubana. Quem morreu não foi um homem, mas o ditador Fidel Castro”, acrescentou, por telefone.

Soler afirma que Raúl Castro segue aferrado ao poder, inviabilizando a democracia. No entanto, ela vê a eleição do republicano Donald Trump como uma oportunidade para a ilha. “Trump declarou que morreu um ditador. Ele colocou as coisas em seu próprio nome. Peço ao presidente Trump que condicione as relações com a ilha à abertura rumo à transição”, defende. A ativista disse que não percebeu uma mudança na rotina, em Havana, após o anúncio da morte de Fidel. “Não há nenhum comentário nem tristeza. Tudo está normal, como se nada tivesse ocorrido.” Ela prometeu que as Damas de Branco manterão sua luta. Hoje, elas devem voltar a marchar pelas ruas da capital para exigir a libertação dos presos políticos.

 

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