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Recontagem de votos da eleição dos EUA deve começar em Wisconsin

Estado foi vencido pelo republicano Donald Trump por menos de 1 ponto porcentual sobre a rival Hillary Clinton, após as pesquisas preverem vitória da democrata

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postado em 01/12/2016 11:21 / atualizado em 01/12/2016 11:28

A primeira recontagem de votos impulsionada por um candidato em uma eleição presidencial dos Estados Unidos em 16 anos deve começar nesta quinta-feira (1º/12) em Wisconsin, Estado vencido pelo republicano Donald Trump por menos de 1 ponto porcentual sobre a rival Hillary Clinton, após as pesquisas preverem vitória da democrata.

A recontagem foi requisitada pela candidata Jill Stein, do Partido Verde. Quase ninguém espera, porém, que Stein busque recontagens em Wisconsin, Michigan e Pensilvânia para reverter a vitória de Trump sobre Hillary. O administrador-chefe das eleições em Wisconsin, Mike Haas, afirma que o quadro é diferente daquele entre o democrata Al Gore e o republicano George W. Bush, quando a recontagem mostrou quadro muito acirrado na Flórida.

Ainda assim, funcionários eleitorais de condados do Wisconsin contrataram funcionários temporários, ampliaram as horas do turno e se preparavam para voltar a tabular quase 3 milhões de votos. A maioria dos condados fará recontagem manual dos votos, embora Stein tenha perdido um processo judicial nesta semana para forçar a recontagem manual em todo o Estado. O maior condado de Wisconsin, Milwaukee, planeja a recontagem com as mesmas máquinas usadas na noite da eleição. No condado de Dane, onde Hillary obteve 71% dos votos, a recontagem será manual. Hillary perdeu para Trump por cerca de 22 mil votos em Wisconsin

Autoridades eleitorais de Wisconsin têm menos de duas semanas para terminar a recontagem. A data de 13 de dezembro é o prazo federal para certificar os votos, ou os dez votos eleitorais seriam decididos pelo Congresso. Mesmo se isso ocorrer, os votos iriam quase certamente para Trump, já que os republicanos controlam as duas Casas do Legislativo.

Stein argumenta, sem provas, que houve irregularidades nos votos nos três Estados. Para ela, isso sugere uma fraude talvez bem coordenada, que inclui ataque cibernético. Para os críticos da candidata, ela busca apenas se promover com a história.

A recontagem em Wisconsin deve custar cerca de US$ 3,9 milhões, enquanto Stein pagou outros US$ 973.250 para a recontagem em Michigan. Na segunda-feira, ela entrou com um pedido para forçar recontagem na Pensilvânia.
 
Por Associated Press.

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