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Correio Braziliense

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Obama se despede da presidência com discurso emotivo em Chicago

Presidente dos EUA falou sobre democracia, esperança, agradeceu a participação de todos americanos em seus oito anos de governo e disse acreditar que a transição do cargo para Donald Trump aconteça de forma tranquila

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postado em 11/01/2017 00:22 / atualizado em 11/01/2017 01:54

 SCOTT OLSON/AFP
 
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez no início da madrugada desta quarta-feira (11/1) — horário de Brasília —, seu último pronunciamento como chefe do Executivo dos Estados Unidos. Em Chicago, Obama foi efusivamente aplaudido desde o momento em que pisou no palanque, para começar seu discurso. Ele falou sobre democracia, igualdade racial, de gênero, respeito e relembrou suas experiências como líder maior da nação norte-americana. E agradeceu a todos que o apoiaram durante os oito anos de mandato. "As conversas que tive com vocês me mantiveram seguindo em frente. Vocês me fizeram um presidente melhor e um homem melhor", disse. "O EUA é um lugar melhor e mais forte do que quando começamos", disparou.
 
 
Obama disse que a transição de seu governo para o do presidente eleito, Donald Trump, será tranquila e deve ser respeitada. "Em 10 dias, o país vai presenciar a transição de um presidente escolhido pelo povo para outro presidente escolhido pelo povo", disse.
 
Frenquentemente aplaudido pelos milhares de americanos que assistiram o tão esperado pronunciamento final, Obama falou com orgulho das conquistas durante os oito anos em que ficou à frente do posto mais importante dos EUA. "Se eu dissesse, a oito anos, que nós superaríamos a recessão e teríamos crescimento de empregos, fecharíamos o programa nuclear iraniano sem um tiro sequer, teríamos um programa saúde que abrange toda a população, legalização de casamento entre gays, retomaríamos as relações com Cuba, eu diria que nossas metas eram muito ambiciosas. Mas foi exatamente isso o que fizemos. Foi isso o que vocês fizeram", disse. 
 
Com muitas referências sutis a temores que diversos norte-americanos têm em relação ao governo do seu sucessor republicano, Obama tentou reforçar a mensagem que vem repetindo nos últimos meses: "o povo é quem dá poder e significado à democracia, com sua participação e suas escolhas". Ele também afirmou que eles não podem ver alguns como mais ou menos americanos do que outros, apenas pelas suas posições políticas.

"Quando ficamos sentados em casa, reclamando dos nossos líderes, esquecemos o nosso papel em elegê-los. O mais importante cargo na democracia: cidadão. Isso é o que a nossa democracia pede: ela precisa de você. Não só em eleições, não só quando seus interesses pessoais estão na linha", afirmou o presidente norte-americano.

Ao final do discurso, Obama se emocionou ao falar sobre a família. "Pelos últimos 25 anos você não foi apenas a minha esposa e a mãe dos meus filhos, mas a minha melhor amiga", disse o presidente sobre a primeira dama, Michele Obama: "Você fez a Casa Branca um lugar que pertence a todos. Você me orgulhou, você orgulhou o país".

Segurando o choro, ele também disse que as filhas se tornaram duas jovens mulheres incríveis, e que "de tudo o que fiz na vida, o que eu mais me orgulho é ser o pai de vocês", deixando as meninas também emocionadas na plateia. Por fim, Barack agradeceu a seu vice, Joe Biden,  e a equipe que o acompanhou desde as primeiras eleições a que concorreu, e os apoiadores.

"Saio desse palco ainda mais otimista do que há oito anos: nosso trabalho inspirou muitos americanos a fazer a diferença e melhorar nosso país", reforçou o presidente, incluindo que está esperançoso com a nova geração, que ele acredita ser mais inclusiva, empática e altruísta. "Eu não vou parar. Vou estar ao lado de vocês como cidadão, até o fim da minha vida. Eu estou pedindo para vocês acreditarem na capacidade de vocês de fazerem parte da mudança", concluiu.

"Yes, we can. Yes, we did. Yes. We can."

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rodrigo
rodrigo - 11 de Janeiro às 07:00
Já vai tarde comunista. Os EUA não vêem a hora de se livrar desse marxista descarado. Não faz nada de positivo. Nos últimos, querendo dificultar a transição, fez um monte de asneiras, um completo despreparado. Já vai tarde!!