Donald Trump retira os Estados Unidos do Acordo de Paris

Trump reclamou que o acordo, assinado durante o governo do seu antecessor, Barack Obama, oferece aos outros países uma vantagem injusta sobre a indústria americana

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postado em 01/06/2017 16:12 / atualizado em 01/06/2017 18:51

 

O presidente Donald Trump declarou nesta quinta-feira (1/6) que os Estados Unidos se retirarão do Acordo de Paris de 2015 e tentarão negociar um novo acordo global sobre as mudanças climáticas.  "A partir de hoje, os Estados Unidos cessarão toda a implementação do Acordo de Paris não vinculativo e os encargos financeiros e econômicos draconianos que o acordo impõe ao nosso país", disse Trump.



Trump reclamou que o acordo, assinado durante o governo do seu antecessor, Barack Obama, oferece aos outros países uma vantagem injusta sobre a indústria americana e destrói os empregos americanos.  "Então, estamos saindo, mas vamos começar a negociar e veremos se podemos fazer um acordo que seja justo. E se pudermos, isso é ótimo. E se não pudermos, tudo bem", disse.

 

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O presidente americano considera o Acordo "desvantajoso" para os americanos, pois deixa os benefícios eventuais nas mãos dos outros países. Na visão de Trump, trata-se de "Washington entrando em um acordo que é desvantajoso para os americanos" porque "deixa os trabalhadores, a quem amo, e os contribuintes absorver os custos".

 

Barack Obama criticou o seu sucessor, alertando que essa decisão faz com que os Estados Unidos "rejeitem o futuro". 

"Mesmo na ausência da liderança americana, mesmo que esta administração se una a um pequeno grupo de nações que rejeitam o futuro, estou confiante de que nossos estados, cidades e empresas vão avançar e fazer ainda mais para indicar o caminho e ajudar a proteger o único planeta que temos para as futuras gerações", disse Obama em um comunicado.

 

Pequim defende o Acordo

 

Horas antes do anúncio, a China e a União Europeia defenderam com vigor o Acordo de Paris, que pretende limitar o aumento da temperatura global "abaixo de 2ºC" em relação à era pré-industrial.

"A China seguirá implementando as promessas que fez durante o Acordo de Paris", disse o primeiro-ministro chinês Li Keqiang em Berlim, após um encontro com a chanceler alemã, Angela Merkel. "Mas, certamente, esperamos contar com a cooperação dos demais", completou.

Pequim foi, ao lado do governo americano de Obama, um dos principais artífices do acordo histórico de dezembro de 2015.

Merkel considerou, em declarações à imprensa, que o acordo é "essencial". A Rússia, um dos maiores emissores de gases poluentes e signatária do pacto, afirmou que a ausência de "atores essenciais" poderia complicar sua aplicação.

"A aplicação desta convenção na ausência de atores essenciais será mais complicada, mas por enquanto não há alternativa", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

Os representantes da União Europeia adotaram um tom menos diplomático. Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, considerou inaceitável uma possível retirada de Washington.

"Sou partidário da relação transatlântica, mas se o presidente americano anunciar nas próximas horas que quer sair do Acordo de Paris, o dever da Europa será dizer: isto não é correto", declarou na quarta-feira.

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, pediu a Trump que permaneça no Acordo de Paris. "Por favor, não mude o clima (político) para pior", escreveu no twitter.

Longo procedimento para sair

 

O tema dividiu profundamente a cúpula do G7 da semana passada na Itália. Todos os seus participantes, com exceção de Trump, reafirmaram seu compromisso com o texto de Paris. O artigo 28 do Acordo de Paris permite que os signatários se retirem do pacto, mas apenas três anos após sua entrada em vigor, que se tornou efetiva em 4 de novembro de 2016.

Outra solução, ainda mais radical, poderia ser uma saída da Convenção Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática. O objetivo dos Estados Unidos definido pela administração Obama é uma redução de 26% a 28% das suas emissões de gases de efeito estufa até 2025, em relação a 2005.

O ex-presidente democrata, que fez do clima uma das prioridades dos seus dois mandatos, aludia regularmente à "corrida contra o tempo" na que a comunidade internacional se lançou para tentar limitar os efeitos mais devastadores das mudanças climáticas.

 

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José
José - 02 de Junho às 08:55
Está confirmado, o Estados Unidos é o CÂNCER do mundo.