Leia depoimento de brasileira em Londres

Michelle Bastos Lage Ferreira diz que 'não percebemos nenhum movimento diferente das pessoas que estavam ali também'

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postado em 03/06/2017 22:31

Arquivo Pessoal/Divulgação

 
Natural de Goiânia, Michelle Bastos Lage Ferreira, 40 anos, gerente executiva de qualidade e processos, está em Londres. Em depoimento ao Correio, ela conta como foi o dia de hoje na capital inglesa.

"Chegamos em Londres no início da tarde deste sábado, um dia ensolarado e com muito trânsito... 
Depois de tudo acomodado (estamos hospedados a uma estação da London Bridge), decidimos ir ao Camden Market. Pegamos o metrô e seguimos. Chegando lá, muita gente na rua e o deslocamento um tanto confuso, mas normal para um sábado. Saímos de lá em busca de um pub para assistir à final da Champions.... No caminho, nos deparamos com uma cena já inusitada: um rapaz, que acabara de ser preso, ainda sendo segurado pelo policial que aguardava reforço (não soubemos o motivo da prisão). Para nós, aquela cena pareceu estranha, mas para os demais que ali estavam, não causou qualquer surpresa, tanto que ninguém mudou a sua rota por causa daquela situação. 

Um pouco mais adiante, vimos uma movimentação intensa de policiais e carros de polícia%u200B, a todo momento, com sirenes ligadas. Todos os locais lotados, decidimos seguir para Trafalgar square. Ali, conseguimos sentar em um pub e por ali ficamos por ali até por volta das 22h. Para facilitar o nosso trajeto, pegamos ali o metrô, para voltar a uma estação que nos permitisse ir até a London Bridge. De lá, chegaríamos%u200B em "casa". Na estação antes da London Bridge, ouvimos no som que a mesma estava fechada, por isso o metrô passaria direto por ela sem parar. Até aí, ok. Tentamos pegar em sentido contrário para ver se conseguíamos parar na London Bridge e então mudar para a nossa linha final. Mais uma vez, o trem não parou e, neste momento, começaram a avisar que a estação e imediações estavam fechadas pela polícia por questões de segurança. Do terceiro anúncio em diante já passaram a informar que havia acontecido um atentado na região. 
 
 
Nós ficamos bastante impressionados com a notícia, mas não percebemos nenhum movimento diferente das pessoas que estavam ali também. O "interessante" é que no metrô, as pessoas sequer comentavam, só os funcionários que anunciavam que por questões de segurança algumas estações estavam fechadas....
Desembarcamos em uma estação mais próxima e estávamos decididos a concluir o trajeto de táxi, quando percebemos que, apesar de a estação estar em funcionamento, não era possível sair dela. Neste momento, fomos abordados por dois funcionários do metrô, que nos contaram que de fato teriam acontecido três atentados, que toda a região estava cercada e que a maneira mais segura de voltar para "casa" seria pelo subterrâneo (ou seja, pelo metrô). Depois de quase duas horas, conseguimos chegar, sãos e salvos! Na saída da estação, assim como no trajeto até o apartamento, vimos muitas pessoas na rua, mas ainda sem qualquer comentário a respeito. Somente entendemos a extensão do que aconteceu quando ouvimos o noticiário local. Até agora, não pararam os sobrevoos de helicóptero pela região..."
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