EUA que não pedirão sessão de emergência na ONU sobre Coreia do Norte

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postado em 30/07/2017 18:06 / atualizado em 30/07/2017 18:09

A embaixadora dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas, Nikky Haley, emitiu uma declaração neste domingo (30/7), afirmando que o país não pretende pedir por uma sessão de emergência no Conselho de Segurança da ONU porque "não há motivo em ter uma sessão de emergência se não for produzido nada em consequência".


De acordo com Haley, a Coreia do Norte já está sujeita a inúmeras resoluções do Conselho de Segurança, "mas violam impunemente essas resoluções, que não são cumpridas por todos os Estados-membros da ONU". Para a embaixadora americana, uma resolução adicional do Conselho de Segurança que não aumente significativamente a pressão internacional sobre o regime de Kim Jong Un "não tem valor. Na verdade, é pior do que nada, porque envia a mensagem ao ditador norte-coreano de que a comunidade internacional não está disposta a desafiá-lo seriamente".


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Haley também pediu que a China decida se está disposta a dar o "passo vital" para desafiar Pyongyang. "O tempo para conversa acabou. O risco que o regime norte-coreano representa para a paz internacional é, agora, claro para todos", disse a embaixadora.

O movimento vem após um novo teste de míssil balístico intercontinental realizado pela Coreia do Norte na última sexta-feira. Segundo especialistas, o projétil colocaria os EUA ao alcance de um ataque por parte de Pyongyang, o que ilustra os rápidos avanços em tecnologia militar da Coreia do Norte. Após o lançamento, o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, pediu aos líderes mundiais que ampliem as sanções contra a Coreia do Norte e chamou a atenção da Rússia e da China por não terem feito o suficiente para conter as ambições nucleares de Kim Jong Un.

No sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, utilizou seu perfil no Twitter para dizer que estava decepcionado com a China "Nossos líderes tolos do passado permitiram que eles obtivessem centenas de bilhões de dólares por ano no comércio, mas eles não fazem nada por nós com a Coreia do Norte. Apenas falam", disse Trump. De acordo com o presidente americano, seu governo não irá permitir que isso continue. "A China poderia resolver facilmente esse problema!"

Já o líder norte-coreano, Kim Jong Un, acompanhou o segundo lançamento de um míssil balístico intercontinental do país e disse que o teste demonstrou a habilidade da Coreia do Norte em conduzir um ataque surpresa contra os EUA. Segundo a agência estatal norte-coreana KCNA, Kim expressou "grande satisfação" com o lançamento do míssil balístico. De acordo com a KCNA, todo o território americano estaria ao alcance dos projéteis norte-coreanos.
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