Turquia proíbe qualquer tipo de protesto em Ancara durante o mês de agosto

Em um comunicado emitido hoje, o escritório do governador provincial menciona a detenção de Nuriye Gülmen e Semih Özakça, dois professores turcos que estão em greve de fome há mais de 140 dias em protesto contra um decreto que provocou sua demissão

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postado em 02/08/2017 09:19

As autoridades da província de Ancara, na Turquia, anunciaram nesta quarta-feira (2/8) que estão proibidos qualquer tipo de protesto, greve, reunião ou celebração durante o mês de agosto na capital, com a justificativa de que estas concentrações aumentam o perigo de atentados terroristas. As informações são da Agência EFE.

Em um comunicado emitido hoje, o escritório do governador provincial menciona a detenção de Nuriye Gülmen e Semih Özakça, dois professores turcos que estão em greve de fome há mais de 140 dias em protesto contra um decreto que provocou sua demissão.

O governo os relaciona com a organização de extrema-esquerda Partido-frente Revolucionária de Libertação Popular (DHKP-c, sigla em turco) e argumenta que a proibição dos protestos em espaços públicos evita demonstrações de apoio a este grupo.

Por outro lado, o governo indicou que as manifestações "atrapalham os cidadãos e a ordem pública" e facilitam a ação de grupos terroristas como o Estado Islâmico. Esta norma está sendo imposta com base no estado de emergência decretado no país após a tentativa fracassada de golpe de Estado no ano passado.

Sob o estado de emergência, as autoridades podem emitir decretos com força de lei, suspender liberdades e direitos fundamentais, impor obrigações financeiras e trabalhistas aos cidadãos e conferir poderes especiais aos funcionários, sem que estas decisões possam ser contestadas na Justiça.
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