Magistrados asilados na embaixada chilena deixam Venezuela

Recebemos a confirmação de sua intenção de viver no Chile como asilados", afirmou Muñoz em coletiva após reunir-se com o chanceler da Costa Rica, Manuel González, em visita a Santiago

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postado em 11/10/2017 18:23

Os cinco magistrados opositores venezuelanos, que desde agosto passado estavam na condição de asilados políticos na embaixada chilena em Caracas, deixaram a Venezuela e anunciaram sua intenção de residir no Chile, informou nesta quarta-feira (11/10) em Santiago o chanceler Heraldo Muñoz.



Os cinco juízes deixaram a embaixada nesta segunda-feira "por vontade própria" e foram para a Colômbia, onde entraram em contato com representantes da legação chilena em Bogotá, a quem manifestaram sua intenção de estabelecer-se no Chile.

"Recebemos a confirmação de sua intenção de viver no Chile como asilados", afirmou Muñoz em coletiva após reunir-se com o chanceler da Costa Rica, Manuel González, em visita a Santiago.

Os asilados são Luis Marcano, Zuleima Del Valle González, Beatriz Ruiz, José Fernando Núñez e Helenis Del Valle Rodríguez.

Muñoz explicou que os magistrados decidiram deixar a embaixada depois que a chancelaria venezuelana não deu uma resposta ao salvo-conduto que deveria ser entregue para que eles conseguissem sair do país.

Os juízes entrarem na embaixada chilena depois de denunciar uma perseguição por parte do governo de Nicolás Maduro. Fazem parte de um total de 33 juristas nomeados magistrados do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) pelo Parlamento, de maioria opositora.

 

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No entanto, Caracas desconhece as ações do Parlamento, declarado em desacato pelo TSJ, que a oposição venezuelana acusa de servir a Maduro.

O dirigente opositor Roberto Enríquez, presidente do partido social-cristão Copei, foi o primeiro venezuelano a solicitar proteção na embaixada chilena em abril e mantém legação na qualidade de "hóspede".

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