Catalunha tem novos protestos, após prisão de líderes pró-independência

Cerca de 500 estudantes deixaram as salas de aula em uma das principais universidades de Barcelona para se unir aos protestos

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postado em 17/10/2017 09:25

LLUIS GENE / AFP
Manifestantes se reúnem nesta terça-feira (17/10) para mais protestos em Barcelona, com a intenção de exigir a libertação de dois líderes do movimento pela independência da Catalunha, detidos acusados de sedição. Uma juíza em Madri, Carmela Lamela, determinou na segunda-feira a detenção provisória de Jordi Sànchez e Jordi Cuixart, lideranças respectivamente das entidades Assembleia Nacional Catalã e Òmnium Cultural.

A magistrada decidiu que a dupla era responsável por orquestrar as grandes manifestações em 20 e 21 de setembro em Barcelona que atrapalharam a operação policial contra os preparativos para o plebiscito de independência realizado em 1º de outubro.

Há manifestações convocadas para Barcelona, a capital catalã, ao meio-dia e também à noite. Cerca de 500 estudantes deixaram as salas de aula em uma das principais universidades de Barcelona para se unir aos protestos. "Nós exigimos a libertação de nossos prisioneiros políticos e pedimos às autoridades catalãs que revoguem a suspensão da declaração de independência e proclamem a república catalã", afirmou Aina Delgado Morell, representante da Universitats per la Republica, uma entidade estudantil que defende a separação da Espanha.

Milhares de pessoas se manifestavam após a prisão das lideranças pela independência na segunda-feira. A decisão judicial foi tomada quase 12 horas após o prazo dado pelo governo do premiê Mariano Rajoy para que o presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, esclarecesse se declarou ou não a independência da Espanha. Puigdemont fez uma declaração ambígua em discurso na semana passada, dizendo que declarava a independência, mas suspendendo seus efeitos para negociar com Madri. Agora, o líder catalão tem até a quinta-feira para recuar e, caso se recuse, o governo de Rajoy afirmou que usará de seu direito constitucional para intervir e reduzir a autonomia da administração catalã a fim de impedir a separação.  



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