Ataque em igreja no Texas termina em 26 mortos e vários feridos

O atirador, que ainda não teve a identidade divulgada, morreu no local. As autoridades, no entanto, investigam a causa da morte

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postado em 05/11/2017 21:47 / atualizado em 05/11/2017 22:13

AFP PHOTO / SUZANNE CORDEIRO

 
Cerca de 26 pessoas morreram e várias ficaram feridas em um ataque a tiros na Primeira Igreja Batista, em Sutherland Springs,no Texas, nos Estados Unidos, na tarde deste domingo (5/11). O atirador morreu no local. Contudo, as autoridades ainda não sabem se ele teria cometido suicídio ou teria sido morto por um morador.
 
 
"Estamos lidando como o maior tiroteio em massa na história do nosso estado. Há tantas famílias que perderam seus familiares. Pais, mães, filhos e filhas", lamentou o governador Greg Abbott em coletiva de imprensa.
 
"A tragédia, claro, é agravada pelo fato de ter ocorrido em uma igreja, um lugar de adoração, onde essas pessoas foram abatidas inocentemente. Choramos por sua perda, mas apoiamos seus familiares", completou.
 
O hospital Connally Memorial Medical Center informou que oito pessoas deram entrada na unidade com ferimentos de tiro. Do total, quatro foram transferidas para o hospital da Universidade de San Antonio em estado grave. Outros três feridos foram tratados e já foram liberados. Apenas um permanece internado na unidade. 
 
Segundo testemunhas, o homem teria entrado na igreja e atirado por volta das 11h30 do horário local (15h30, pelo horário de Brasília). Policiais e bombeiros chegaram ao local do tiroteio e helicópteros ajudaram a transportar as vítimas aos hospitais. 

Uma das filhas do pastor da igreja batista dessa pequena localidade rural, de 14 anos, está entre os mortos, disse seu pai, Frank Pomeroy, à rede norte-americana ABC News. O religioso não estava na igreja no momento do ataque. 
  
"Que Deus esteja com o povo de Sutherland Springs, Texas. O FBI e outras autoridades estão ajudando no caso. Estou monitorando a situação do Japão", tuitou o presidente americano, Donald Trump. Pelo Twitter, também se manifestaram o senador republicano do Texas, Ted Cruz, e o governador Abbott, que prestaram solidariedade às vítimas.
 
"Nossas orações vão para todos aqueles que foram afetados por esse ato demoníaco. Nossos agradecimentos às forças da ordem por sua resposta", tuitou Abbott, prometendo detalhes sobre o episódio "o mais rápido possível".

Debate sobre armas


Todos os anos, mais de 33 mil pessoas morrem nos Estados Unidos, vítimas das armas de fogo, de acordo com um estudo recente. Desse total, 22.000 são casos de suicídios.
 
Em 1º de outubro, os Estados Unidos tiveram o pior tiroteio de sua história recente, quando um homem atirou a esmo de um quarto de hotel de Las Vegas, Nevada. Matou 58 pessoas e feriu cerca de 550 das 22 mil que assistiam a um show de música country ao ar livre.

O autor dessa tragédia, o aposentado Stephen Paddock de 64 anos, matou-se após os disparos. Ele conseguiu levar um verdadeiro arsenal para o quarto onde estava hospedado, no 32º andar do hotel Mandalay Bay.

O grupo Estado Islâmico (EI) reivindicou o ataque, mas os investigadores não encontraram elementos que permitissem sustentar essa hipótese e ainda desconhecem as motivações de Paddock.

O ataque deste domingo também acontece dois anos depois que o supremacista branco Dylann Roof entrou em uma igreja historicamente frequentada por fiéis afro-americanos em Charleston, na Carolina do Sul, e matou nove pessoas. Em janeiro passado, Roof foi condenado à pena capital.

O debate sobre a regulamentação das armas é relançado a cada tragédia, sem que a legislação seja modificada. Parte da explicação está na influência e na pressão exercidas pela Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês), o poderoso lobby das armas nos EUA.
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