Equador: procuradoria denunciará vice-presidente por caso Odebrecht

"Será entregue um parecer acusatório contra 13 processados e apresentou-se por escrito um parecer de abstenção [de acusar] a favor de cinco processados", disse à imprensa o procurador-geral, Carlos Baca

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postado em 08/11/2017 17:44

A Procuradoria do Equador anunciou nesta quarta-feira (8/11) que apresentará denúncias contra o vice-presidente Jorge Glas em uma investigação criminal sobre o esquema de propinas da Odebrecht, na qual se absteve de denunciar o delator da empresa brasileira, José Conceição Santos Filho.



"Será entregue um parecer acusatório contra 13 processados e apresentou-se por escrito um parecer de abstenção [de acusar] a favor de cinco processados", disse à imprensa o procurador-geral, Carlos Baca, após o primeiro dia de uma audiência preparatória de julgamento por atos de corrupção promovidos pela empreiteira brasileira no Equador.

Entre os beneficiados pela abstenção da Procuradoria de apresentar acusações está o brasileiro José Conceição Santos Filho, que representou a Odebrecht no Equador entre 2010 e 2016, e que denunciou ter pago propinas milionárias a funcionários públicos equatorianos, inclusive a Glas, por intermédio de um tio.

O parecer de abstenção também favoreceu outros três brasileiros, ex-funcionários da Odebrecht, e um equatoriano entre as 18 pessoas vinculadas a um inquérito pelo crime de associação criminosa, entre eles o vice-presidente equatoriano, que está em prisão preventiva desde 2 de outubro passado.

 

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Baca manifestou que "neste momento, a audiência se encontra suspensa (até a quinta-feira). Esta audiência vai durar vários dias".

A máxima Corte Nacional de Justiça (CNJ) instalou na quarta-feira em sua sede, em Quito, a audiência preparatória do julgamento contra os 18 processados no megaescândalo de corrupção da empreiteira brasileira que afeta 12 países de América Latina e África.

A audiência gerou muita expectativa, pois nela a Procuradoria vai apresentar - segundo antecipou - acusações contra Glas dentro do inquérito sobre o caso Odebrecht, acusada de distribuir propinas a funcionários públicos equatorianos de mais de 33,5 milhões de dólares em troca da atribuição de obras públicas.

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