Merkel tem reunião crucial para seu futuro político

O encontro, que acontecerá no gabinete do presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, mediador na crise, tem por objetivo sondar a possibilidade de uma aliança que permita a formação de um novo governo

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postado em 30/11/2017 12:16

Berlim, Alemanha -A chanceler alemã Angela Merkel se reúne nesta quinta-feira à noite com o presidente do Partido Social-Democrata, em uma tentativa de tirar o país da crise política e evitar o fim de sua carreira. 

O encontro, que acontecerá no gabinete do presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, mediador na crise, tem por objetivo sondar a possibilidade de uma aliança que permita a formação de um novo governo.

"Para Merkel, começa um combate por sua sobrevivência política", afirma o jornal Der Spiegel. "Merkel deve fazer todo o possível para forjar esta aliança, a única que pode garantir para ela um poder estável".
Há mais de um país o país é governado por um gabinete, liderado pela chanceler conservadora, responsável por administrar os assuntos correntes. E a incerteza deve prosseguir por alguns meses.

Após as eleições legislativas de setembro, que não resultaram na formação de uma maioria absoluta, aconteceu uma tentativa de formar uma coalizão extravagante de quatro pontas: os democrata-cristãos de Merkel (CDU), seu aliado bávaro CSU, os Liberais e os Verdes.

No que diz respeito aos números, apenas uma renovação da aliança formada desde 2013 entre conservadores e os social-democratas do SPD ainda pode permitir a maioria. 

O SPD, determinado a ficar na oposição como uma forma de reconstrução do partido, rejeitou por muito tempo a possibilidade. Mas na semana passada, sob pressão do presidente alemão, ele mesmo social-democrata, afirmou que estava aberto a uma negociação caso não existisse outra alternativa.

Sem um acordo, a única solução seria convocar novas eleições, sem nenhuma garantia, de acordo com as pesquisas, de que a situação política mudaria de modo substancial.

O encontro desta quinta-feira, com a presença do líder da CSU Horst Seehofer, deve a princípio encaminhar as negociações.

Martin Schulz afirmou esperar que a reunião possibilite outras discussões nos próximos dias e semanas. "Então veremos em que processo embarcamos", declarou.

O SPD avança a contragosto para a ideia de renovar a coalizão dos dois grandes partidos rivais no plano nacional, com o risco de alimentar assim os extremismos. A aliança já governou o país em duas ocasiões desde 2005. 

O partido também deseja discutir outras alternativas, como a de dar apoio em alguns temas a um governo minoritário formado apenas pelos conservadores da chanceler, ou da CDU com seus aliados Verdes.

"É possível que o país termine em uma configuração que nunca vimos na história da Alemanha desde o fim da Segunda Guerra Mundial", afirmou Schulz.

Merkel rejeitou até o momento a formação de um governo minoritário, alegando a necessidade de estabilidade no país.

Mas alguns meios de comunicação afirmam que a chanceler daria preferência a esta fórmula à possibilidade de convocar novas eleições em caso de fracasso nas negociações com o SPD.
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