Criança sem medo de hospital, médicos e exames. É possível! Saiba como

Veja alguns passos que os pais devem seguir para reverter o mau comportamento dos filhos

O Laboratório Exame inovou na criação de ambientes infantis exclusivos com personagens do Scooby-Doo.

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Laboratório Exame

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postado em 13/07/2016 16:57 / atualizado em 26/08/2016 12:42

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Levar o filho ao médico é um desafio que muitos pais já enfrentaram. Qual pai e qual mãe nunca tiveram que lidar com birra ou choro dos pequenos durante uma consulta? Essa reação, de medo e estresse, é bastante comum. Se até os adultos ficam ansiosos durante uma visita médica, quanto mais as crianças.

O que muitos não imaginam é que esse comportamento, quando no limite, tem sérias consequências. O alerta é da pediatra Natasha Slhessarenko. “Hormônios como o cortisol, o de crescimento, por exemplo, podem sofrer alterações em casos de coletas de sangue muito traumáticas. O número de leucócitos também tende a aumentar significativamente. Um simples hemograma pode ter o diagnóstico alterado e acusar uma infecção que na verdade não existe”.

O casal Sheila e Roberto Leite sabem bem o que é isso. O pequeno Murilo, de três anos, começa a chorar antes mesmo de sair de casa. Fazer consultas, exames, tirar sangue e tomar vacinas são desafios que só terminam depois de muita conversa.

Com a corretora Adriana e o marido William Peres não foi diferente. Eles viveram anos difíceis quando a filha Laura, hoje com 14 anos, era pequena. Cada ida ao hospital era um drama. “Ela tremia só de ver alguém de jaleco. Chorava muito para tirar sangue, tomar vacina. Foram muitos e muitos anos assim”, relata Adriana.

A boa notícia é que esse problema tem solução. A saída é simples e começa em casa. Veja alguns passos que os pais devem seguir para reverter esse comportamento dos filhos.

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1- Converse com o seu filho.

Com uma linguagem simples e que faça parte do repertório das crianças, explique exatamente o que vai acontecer, como vai ser o procedimento, quem vai fazer, quanto tempo vai durar. Dê todos os detalhes. Hospitais, clínicas e laboratórios são lugares desconhecidos para as crianças e elas se sentem mais seguras se chegarem já sabendo o que vai acontecer.

2- Não minta.
O medo pode fazer a dor ser maior do que é. Por isso, seja sincero. Por exemplo, se determinado procedimento é dolorido, diga que vai doer. Não tente enganar seu filho. Mas explique também os benefícios e mostre que aquilo é importante para a saúde dele.

3- Use brincadeiras.

Atividades lúdicas com bonecos, vídeos, brincadeiras de faz de conta ajudam as crianças a entenderem com mais facilidade a importância de ir ao médico.

4- Procure ajuda.
Por fim, dependendo do nível do trauma da criança, procure um especialista. Psicólogos podem ajudar os pequenos a lidarem melhor com o problema. Uma das técnicas mais indicadas para esses casos é a dessensibilização sistemática, que aproxima a criança do objeto de medo até que ela seja capaz de enfrentá-lo.

Os três primeiros pontos listados acima envolvem especialmente a relação entre pais e filhos. As crianças são um reflexo do que aprendem com os pais. “Tudo está relacionado ao aprendizado, sejam eles bons ou ruins. As crianças não nascem com medo, elas desenvolvem esse sentimento com os adultos, que muitas vezes associam hospitais e médicos a coisas ruins, doenças e até ao medo de morrer”, explica a psicóloga Izabela Pinheiro, técnica responsável pelo Centro de Atendimento e Estudos Psicológicos (Caep) da UnB.

Ainda que de forma inconsciente, os pais são, em geral, os responsáveis por essa relação conturbada dos filhos com os médicos. “Os pais ficam ansiosos demais, com receio do diagnóstico. Essa reação negativa influencia diretamente na atitude das crianças. Muitas não podem nem ver os médicos, que já começam a chorar. Por outro lado, quando a família adota uma postura mais tranquila, a tendência é que o filho não apresente tantos problemas”, explica Natasha Slhessarenko. “Às vezes, a criança está tranquila, mas acaba sofrendo a influência do nervosismo dos pais”, completa.

Médicos, hospitais e laboratórios também podem ajudar. A preocupação com o bem-estar dos pequenos tem levado clínicas, hospitais e laboratórios a investirem cada vez mais em ambientes voltados para o público infantil. Um espaço que ajuda a distrair e acalmar as crianças. “Elas ficam tão envolvidas com as brincadeiras, enquanto aguardam atendimento, que isso ajuda a diminuir o nível de estresse”, esclarece Natasha. “Os centros médicos que oferecem esse tipo de atendimento proporcionam para as crianças uma continuidade da brincadeira que começou em casa, com os pais, dando a elas uma sensação de estabilidade e conforto”, observa a psicóloga Izabela Pinheiro.

Outro fator importante é procurar uma equipe médica bem treinada, que esteja preparada para perceber o que está acontecendo com os pequenos e também com os pais. Os profissionais que trabalham com esse público devem ser sensíveis e estarem prontos para entender tudo o que permeia o ambiente que os envolve.

Pai de cinco filhos, o administrador Francisco Azevedo Dias sabe bem o quanto isso é importante. “Levar um filho ao hospital é um momento em que os pais também estão temerosos, fragilizados, por isso é muito importante ter médicos atenciosos ao seu lado e preparados para cuidar do bem-estar do seu filho”, conta.
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Luciana
Luciana - 14 de Julho às 13:48
A conversa é o melhor caminho e nunca minta, uma recompensa também ajuda. Minha filha tem 4 anos e tira sangue olhando para o que está acontecendo, vai ao médico, conversa durante a consulta, diz o que sente... tudo muito natural. Tudo isso com muita conversa, sem paternalismos e ganhando a confiança dela. Simples.
 
ednilson
ednilson - 13 de Julho às 17:56
Gravíssimo! Certa médica se submeteu a exame de imagem, cuja precisão e profundidade são determinantes para o diagnóstico, em certo laboratório constituído a partir de diversas instituições outrora bastantes renomadas. Ao receber o resultado, aterrador, o especialista mandou a colega refazer o exame, ressalvando que o realizasse noutro laboratório, também renomado. O resultado foi diametralmente oposto, e condizente com os demais exames e procedimentos de investigação da doença. Questionado, o especialista sentenciou: "Marca nova se utilizando das máquinas velhas das unidades anteriores".