Aprenda a criar um plano de estudos eficiente

Estudar também é um hábito que precisa ser ensinado. De acordo com pedagogos, a escola deve trabalhar junto com a família, com o objetivo de mostrar a importância dessa rotina e ajudar a estabelecê-la, observando as individualidades de cada criança

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postado em 24/10/2016 13:54 / atualizado em 01/11/2016 10:10

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É comum ouvir relatos de pais sobre seus filhos que não gostam de alguma matéria, que não gostam de estudar e até mesmo sobre aqueles que tentam, mas não conseguem se concentrar. Mesmo adotando algumas práticas para tornar o estudo mais efetivo, como por exemplo manter uma postura ereta em uma mesa limpa, com boa iluminação e em um ambiente com poucos ruídos; muitos adolescentes e adultos não conseguem se manter focados durante um longo período de tempo, para aprender algo novo ou reforçar conhecimentos já adquiridos. Isso acontece porque a concentração precisa ser incentivada e treinada desde o jardim de infância, principalmente para atividades que não são consideradas formas de lazer.

A diretora pedagógica Juliana Diniz, 34 anos, explica que “o estudo é um hábito e, como todo hábito, precisa ser exercitado com persistência”, e afirma que desde criança é preciso treinar o estudo todos os dias variando de 20min a 1h30 por dia, dependendo da série, idade e da capacidade de atenção do aluno. “Sempre orientamos começar com 20 minutos e ir aumentando. Quando passar de 1 hora, fazer intervalos na metade do tempo”, completa.

A pedagoga afirma também que é um hábito que precisa ser ensinado, e que a escola deve trabalhar juntamente com a família, com o objetivo de mostrar a importância dessa rotina e ajudar a estabelecê-la, observando as individualidades de cada criança. É indicado que os pais busquem escolas que promovam roteiros ou planejamentos de estudos individuais, e também que disponibilizem acompanhamento diário para os alunos tirarem dúvidas a respeito dos conteúdos. Uma dica da Juliana é incentivar o uso de agendas e anotações, desde o início, para ensinar noções de organização.

“O grande objetivo é alcançar a autonomia”, explica a psicopedagoga Ana Flávia Guida Teixeira, 53 anos. Ela afirma que o que se deseja com toda essa disciplina e organização, ambas monitoradas com rigidez, é fazer com que a criança se torne um adolescente que sinta a necessidade de estudar. “Do mesmo jeito em que sente a necessidade de escovar os dentes ao acordar, de comer na hora do almoço e de tomar banho todos os dias, é preciso ensinar as crianças a sentirem a necessidade de ter um momento para digerir as informações que recebeu na escola”, exemplifica.

Mas, como saber se isso não está exagerado? Ana Flávia explica que a criança tem um termômetro e ela mesma demonstra a situação: se o seu filho ou filha reage de forma tranquila ao sentar para estudar, recebe notas boas e ganha mais pontos na escola, é provável que a rotina esteja suficiente ou indicada; quando não consegue realizar as tarefas e sabe que vai ser cobrada em sala de aula, a criança se sente insegura e começa a bolar estratégias para fugir da bronca dos pais ou dos professores, e nesses casos é necessário um maior acompanhamento; se ela começa a se sentir nervosa e ansiosa porque tem que sentar para estudar e não pode fazer mais nada, é preciso refletir e pensar que talvez esteja exagerando com as cobranças. Mas a psicopedagoga ainda alerta: “os casos mais comuns são de carência de estudos, devido à grande quantidade de atividades extracurriculares em que são matriculadas, como esportes, danças, línguas estrangeiras e outras coisas que lotam as agendas dos pequenos.”

Mas como os pais podem ajudar?

Motivar o estudo não significa oferecer recompensas quando os objetivos são atingidos ou quando os filhos tiram notas boas nas provas. É preciso explicar que o sucesso escolar é algo gratificante e por si só um prêmio, pois o conhecimento é algo importante tanto para o futuro como para tomar atitudes e resolver problemas cotidianos. É interessante mostrar para eles como os conteúdos podem ser aplicados no dia a dia dentro de casa. É necessário acompanhar sempre os progressos e dificuldades da criança, assim como elogiar seus esforços, para promover motivação e autoconfiança. Mas cuidado para não gerar expectativas altas demais e nem exigir muito de seus resultados, pois isso pode causar um efeito negativo e o aluno pode passar a ver a escola como causador de medo e ansiedade.

Uma forma divertida de criar bons sentimentos em relação ao estudo é contar sobre os seus tempos de escola, como funcionava, as matérias que mais gostava, mostre cadernos antigos e conte como tudo foi importante para que você chegasse à profissão que tem hoje. Uma ideia para deixar a tarefa de estudar um pouco mais divertida é fazer experiências científicas em casa, assim como levar as crianças a um passeio no museu ou a outros espaços educativos. Objetos fáceis de se encontrar em casa, assim como músicas e teatrinhos, são ótimas formas de explicar melhor algum conteúdo ou facilitar a memorização. É muito importante também estabelecer um horário de estudo e não ultrapassar, pois em uma rotina os filhos irão entender que, mesmo que separem um tempo para os estudos, ainda poderão brincar pelo resto do dia.

A psicopedagoga Ana Flávia alerta que com cinco anos, 15 minutos de estudo já são suficientes. Durante a primeira parte do ensino fundamental, é interessante ir aumentando esse tempo moderadamente, até que no quinto ano, com 9 anos de idade, estejam estudando cerca de 40 minutos por dia. As séries seguintes podem exigir de uma a duas horas de estudo dependendo da dificuldade da escola, então é importante verificar também se a criança está se adaptando bem ao modelo da instituição. Por fim, ela indica aos pais que não cobrem a famosa “decoreba” de seus filhos: “não se pode exigir que eles expliquem todo o conteúdo como está no livro. Ao invés disso, pergunte sobre o assunto que eles mais gostaram, sobre o que mais tiveram dificuldade e, caso a criança não se mostre muito interessada, pergunte o que ela entendeu”, completa.

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Como montar um bom plano de estudos

Leia abaixo algumas dicas para manter uma rotina de estudos leve e agradável.

1) Estabeleça metas de curto prazo. Quando você consegue atingir suas metas, se mantém motivado. Quando completar alguma atividade, marque em um quadro ou em uma lista, para que você possa acompanhar seu avanço.

2) Não passe mais de duas horas seguidas estudando. Faça intervalos e realize atividades agradáveis para não causar uma fadiga mental.

3) Monte uma tabela parecida com o horário escolar e marque as disciplinas que vai estudar no dia, assim como os conteúdos e as metas. Tente não postergar o planejamento.

4) Intercale as matérias que mais gosta com as que menos gosta para que a atividade não te desmotive.

5) Prefira um móvel amplo, para permitir a organização de todo o material, o que evita ficar se levantando a toda hora para procurá-los. A altura da mesa deve coincidir com a de seus cotovelos quando você estiver sentado. É importante também que o ambiente seja claro e arejado, para o bom funcionamento do cérebro.

6) Estude sempre no mesmo local facilita a concentração. A mente se educa para realizar as tarefas necessárias ao estudo quando você estiver ali. Se você não tiver um bom local, bibliotecas são ótimas alternativas.

7) Tome cuidado com as dispersões. Computador e internet são poderosos instrumentos de estudo. Mas se você não se sentir firme o suficiente para usar apenas as ferramentas de pesquisa, prefira deixar as tecnologias de lado.

Técnicas de Estudo

Conheça algumas formas de estudar e identifique a que você mais se adapta. O mais legal é que é possível misturar e montar a sua própria técnica!

1) Rever a matéria
Ao chegar da escola, releia o conteúdo aprendido. Leia novamente 90 minutos depois. Isso ajuda conhecimentos da memória de curto prazo a se arquivarem na memória de longo prazo. É recomendado reler no dia seguinte e na semana seguinte também. Se não houver tempo, faça um esquema com as principais informações.

2) Fazer apontamentos
Essa é uma das estratégias mais eficazes de memorização. Leia o texto uma vez. Agora releia assinalando as ideias principais e palavras-chave, para depois montar um esquema ou resumo. Por fim, leia novamente o texto inicial para possíveis ajustes no seu trabalho.

3) Tomar notas
Separe uma folha em branco e faça uma divisão vertical. De um lado, escreva palavras-chave sobre o conteúdo a ser abordado e do outro, detalhe mais informações. Isso ajuda a separar bem o que é informação essencial do que é acessório e também a organizar melhor o texto.

4) Utilizar processo KWL
Uma forma de tornar o estudo mais interessante e motivador é separar conteúdos em três grandes grupos: Know (o que eu sei) para as coisas que você já sabe sobre determinado assunto, Want (o que eu quero descobrir) para aquilo que você acha legal e quer saber mais, e por fim, o Learn (o que eu aprendi) onde você escreve suas conclusões após várias pesquisas e experimentos.

5) Criar representação gráfica
Ter uma ajuda visual, como imagens, esquemas e sistemas, pode facilitar a assimilação do conteúdo e também sua memorização. Após ler algum texto, tente fazer um esquema que resuma as informações em uma sequência lógica e, se possível, ilustre.

6) Desenhar mapas de conceito
É uma forma criativa de visualizar relações e solucionar problemas. Escreva o tema mais importante do conteúdo a ser estudado no centro de um papel em branco. Puxe setas e escreva grandes subtemas relacionados e, de cada tronco menor, vá fazendo novas divisões até englobar todo o conteúdo.
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