BRASIL / ECONOMIA / POLÍTICA

Erros em livros podem prejudicar estudantes, diz Cristovam Buarque

Agência Brasil

Publicação: 17/05/2011 15:20 Atualização: 17/05/2011 15:24

Apesar de não ser o tema da reunião desta quarta-feira (17/5) da Comissão de Educação do Senado, o uso de termos coloquiais da língua portuguesa, inclusive com erros gramaticais, em livros didáticos distribuídos pelo Ministério da Educação (MEC) norteou o debate dos parlamentares. Inicialmente, a audiência foi marcada para discutir com o ministro Fernando Haddad a comparação histórica entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Fernando Henrique Cardoso em publicações do MEC para a rede pública. Como o ministro não compareceu, o tema tornou-se secundário.

Para o ex-ministro da Educação do governo Lula Cristovam Buarque existe um risco de se criar duas formas de falar o português. No entender do pedetista, os estudantes da rede pública, ao adotar erros de concordância verbal como regra, não terão a menor chance de passar em um concurso, por exemplo. “Tem que se ter em mente uma questão fundamental: sotaque e regionalismos são uma coisa. A língua portuguesa é outra”, destacou.

Marisa Serrano (PSDB-MS) disse que a ausência do ministro prejudicou os debates. “Ele tem que dar explicações sobre esses fatos. Todos os brasileiros são obrigados a aprender o português.”

O presidente da Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros), Jorge Yunes, disse que o importante, no debate, é contextualizar aos estudantes o porquê de a língua portuguesa constar no livro didático "daquela forma". Segundo ele, o certo é o professor "contextualizar a linguagem coloquial e, ao mesmo tempo, ensinar o português oficial".

Com a ausência de Haddad, a comissão dispensou da audiência três representantes do ministério que debateriam a comparação histórica entre os governos Lula e Fernando Henrique Cardoso. O presidente do colegiado, Roberto Requião (PMDB-PR), justificou sua decisão afirmando que o convite foi feito ao ministro Haddad e não a eles. “Eles não foram convidados. Nós convidamos o ministro”, afirmou Requião.

Esta matéria tem: (13) comentários

Autor: Slowacki Assis
Apesar de concordar com o leitor Geraldo Calado, vejo por traz dessa politica (ensinar o povo que falar errado é certo, vão continuar com dificuldades de acesso as universidades a empregos públicos que dependem de concurso e mesmo na iniciativa privada, ninguém vai quer um empregado falando nois vai. | Denuncie |

Autor: Maria do Socorro Fernandes
Louvável, mas tímida a postura do Professor/Senador Cristovam Buarque. Isso sequer pode ser cogitado na gramática. Regionalismo não é linguagem "universal", óbvio. Um absurdo só. Esse governo marxista está invertendo completamente a ordem de tudo, e com dinheiro público, claro! | Denuncie |

Autor: Maria do Socorro Fernandes
Aurindo Silva, dissestes bem. O governo do PT promove de vez a "deseducação do país". Será que agora vão perceber que além do "kit gay" ser um despropósito, outros "kits" se seguirão, como esse "kit da destruição da gramática"? O mesmo MEC do PT já tentou "destruir" os livros de Monteiro Lobato! | Denuncie |

Autor: Francisco COSTA
Será que o POVO está preocupado com a educação desse país elegendo um analfabeto pra ser deputado federal? (rss) | Denuncie |

Autor: Helga
Irresponsabilidade o Sr. Haddad naõ prestar esclarecimentos e não comparecer a uma reunião dessa importância. É óbvio que este erro nos livros é grotesco e vergonhoso. Este país não tem nenhuma chance no futuro desse jeito. :( Socorro. | Denuncie |

Autor: Saulo FR
Essa nova geração que depende das políticas públicas está perdida... Um retrocesso! | Denuncie |

Autor: renato stikan
Calma... em breve, incluirão o "internetês" como regra também... | Denuncie |

Autor: Teodoro vervloet
GERADO CALADO, DISSE TUDO. FALTOU CITAR: SAUDE, TRANSPORTE, SEGURANÇA, OBRAS, PLANEJAMENTO, ETC... | Denuncie |

Autor: Anilton Moccio
Correta a colocação do Cristovam, meus pesâmes ao Jorge Yunes, se ensinando de forma correta já esta um desastre, imagine se deixar a vontade para todo mundo dar palpites. | Denuncie |

Autor: Luciano Cabral
Quem foi(ram) o(s) responsável(is) pela edição, publicação e distribuição desses livros? Foram omissos sendo pagos para trabalhar? Ou ganharam comissões? É não só para proibir o uso desses livros quanto para apurar esse caso. A Educação é talvez o que exista de mais penalizado neste país. | Denuncie |

Autor: Geraldo Calado
Grande Professor e Senador, talvez Vossa Excelência seja o menos indicado para falar de EDUCAÇÃO, foi Ministro da Educação, Governador do DF e não mudou uma vírgula no caos da educação da Capital Federal! | Denuncie |

Autor: Antonio Capeli Ribeiro
A quem interessa a burrice dos brasileiros hem? | Denuncie |

Autor: Aurindo Silva
É quite gay, é nóis vai e os livro está sobre a mesa entendido como correto. Meus Deus! Aonde querem chegar com tanto estapafúdio? | Denuncie |

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