Politica

Centrais sindicais deixam o Senado antes da votação do mínimo

postado em 23/02/2011 21:38



As caravanas de manifestantes das centrais sindicais abandonaram a galeria do Senado antes do início da votação das emendas do mínimo, na noite desta quarta-feira (23/2). Muitos chegaram por volta das 14h e acompanharam os discursos que antecedem a votação no Plenário. A maior parte dos manifestantes representavam a Central Sindical Popular (CSP) e a Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas).

Os grupos deixaram o Senado após as 21h, antes dos senadores votarem as emendas ao projeto de Lei 1/11, que muda para R$ 545 o valor do salário mínimo - atualmente fixado em R$ 540.

Cerca de 100 pessoas, limite imposto pela polícia legislativa para proteger os senadores, levaram máscaras da presidente Dilma, camisetas e pequenas faixas, mas se manifestaram de forma tímida, com inícios de vaias aos senadores que discursavam em defesa do projeto do governo de reajustar o mínimo para R$ 545. A cada vaia, eles eram repreendidos pelo presidente da Casa, José Sarney.

A secretaria executiva da CSP, Neida Oliveira, disse que os manifestantes não iam ficar até o final da sessão, por já saber que a proposta do mínimo do governo será aprovada. "Fizemos nosso protesto, mas a luta não termina aqui", disse. Eles foram ao Senado para reivindicar o aumento do salário com base no mesmo índice dos parlamentares de 62%. Segundo Neida, a proposta foi levantada como uma forma de protesto e para estimular o debate e reflexão da sociedade.

Manifestação limitada
Para proteger os senadores da base governistas de vaias e de xingamentos, como ocorreu durante a votação do reajuste do salário mínimo na Câmara, a Polícia Legislativa do Senado foi escalada para fazer uma triagem das pessoas autorizadas a entrar na galeria do plenário. Os representantes de entidades sindicais que entraram no Senado para acompanhar a votação foram vigiados de perto e não puderam portar faixas. Os policiais permitiram apenas manifestantes com camisetas das centrais sindicais.

As galerias receberam no máximo 100 pessoas. Para manifestar apoio ou rejeição durante o discurso dos senadores, os representantes de entidades só poderão balançar as mãos, em movimento simbólico. Quem se manifestasse por gritos ou criasse confusão nas galerias seria imediatamente expulso do Senado.

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação