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| O presidente do Senado, José Sarney, e o vice-presidente da República , Michel Temer, lideram a briga por mudança |
O Congresso Nacional deu o pontapé inicial nas discussões sobre a reforma política ao criar na última terça-feira uma comissão destinada a elaborar um anteprojeto. Um dos mais polêmicos pontos é a forma como serão eleitos os vereadores e deputados (distritais, estaduais e federais). O vice-presidente da República e presidente licenciado do PMDB, Michel Temer, e o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), trabalham abertamente pela mudança do atual modelo de votação proporcional, no qual candidatos com poucos votos conseguem se eleger com a ajuda de puxadores de voto, como o palhaço Tiririca (PR-SP), que somou 1,3 milhão de votos no pleito de outubro e levou consigo mais três deputados (na matemática, foram 3,5 deputados), todos menos votados do que outros que não foram eleitos pelo critério do quociente eleitoral.
Os caciques do PMDB defendem o chamado modelo "distritão", no qual os mais votados são os eleitos, independentemente de partido ou coligação. A ideia foi proposta pelo presidente da recém-criada Comissão de Reforma Eleitoral, senador Francisco Dornelles (PP-RJ). Também apelidado de"Lei Tiririca", o modelo eliminaria a figura do chamado puxador de votos e provocaria a extinção das coligações.
Hoje, os grande partidos têm interesse em se coligar com pequenos para somar mais votos e eleger seus quadros, que, normalmente, são mais fortes que os das siglas nanicas. Já as pequenas legendas se coligam na esperança de eleger um deputado, com o empurrão dos votos conquistados pelos grandes.
As propostas de reforma dividem as bancadas. Enquanto o PMDB encampa o "distritão", o PT, da presidente Dilma Rousseff, defende a votação em lista fechada, na qual o eleitor votaria no partido e não em um candidato. O PSDB, por sua vez, prefere o voto distrital-misto, sistema em que seria necessário votar duas vezes para deputado.
O cientista político Leonardo Barreto, pesquisador da Universidade de Brasília (UnB), acredita que poucas mudanças no sistema serão de fato configuradas, embora o Congresso tenha mostrado vontade política de promover uma reforma. Ele fez um estudo, em parceria com o cientista político da UnB David Fleischer, cuja conclusão é a de que desde 1978 "nunca se mudou a parte central do sistema político brasileiro".
De acordo com Barreto, o padrão é sempre de mudanças pontuais, até pela comodidade dos parlamentares. Vale lembra"Vai ser mais um puxadinho do que uma mudança radical do sistema", aposta. Para Barreto, a pior das opções apresentadas é a do "distritão", que ele classificou como uma proposta inconsequente.
Carona
Com sua votação, Francisco Everardo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca (PR-SP), elegeu, além de si, mais 3,5 deputados, porque teve nada menos que 1.348.295 votos em São Paulo. Entre os que Tiririca ajudou a eleger, está o delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), que teve 94.906 votos, número inferior ao quociente eleitoral no estado.
Esta matéria tem: (9) comentários
Autor: otoniel araujo
ÁTÉ UM CEGO QUE QUISER FAZER ESSA REFORMA POLITICA FAZ,SÓ ELES DO CONGRESSO NÃO QUEREM, UMA PIADA. | Denuncie |
Autor: Francisco Vieira
Reforma política? Só quando morre um político... | Denuncie |
Autor: Aloisio Antonio Cabral
Esta tal reforma não vai sai nunca.Com os parlamentares que temos e que só pensam em mamar e enganar o povo ficará tudo na mesma.O jeito e nunca reeleger ninguém ou não votar. | Denuncie |
Autor: Paulo de Tarso Santos Siqueira
se não fosse o Tiririca não haveria essa reforma politicica, sempre que, um desconhecido politico invade a área da múmias congressistas, há uma incomodação, por isso a reforma eleitora e politicica. Mais, será que havera uma reforma de fato, onde municipios sem renda proprias vão sobreviver? | Denuncie |
Autor: antonio carlos de lima mendes
PAREM COM A PALHAÇADA DE REFORMA POLITICA. CONVOQUEM UMA ASSEMBLEIA CONSTITUINTE EXCLUSIVA PARA FAZER AS REFORMAS NECESSARIAS: DO EXECUTIVO, DO LEGISLATIVO E PRINCIPALMENTE DO JUDICIARIO, para fortalece-los e torna-los interdependentes entre si, o resto e balela. | Denuncie |
Autor: wilson lima
O voto distrital, só favorece o rico e coronel, enquanto o voto proporcional favorece as ideias, as instituições. O financiamento público deixa os candidatos em igualdade. Com o voto em lista fechada ninguem vai se intereçar a comprar voto para o partido. O rico compra voto nominal e no distrito. | Denuncie |
Autor: wilson lima
Para acabar com as compras de votos e fortalecer as instituições, espero que aprovem voto em lista partidária e financimento público de campanha. Com financiamento pub. a campanha fica democrática igual para todos. Com lista partidária ninguem vai comprar voto. A votação nominal estimula a compra. | Denuncie |
Autor: Jair Luiz
Que tal acabar com a eleição e propor concurso público para vagas temporárias de Deputados (distrital, estadual e federal) e vereadores? Garanto que com critérios rígidos estabelecidos em edital esses vagabundos ficariam de fora do legislativo. | Denuncie |
Autor: Juraci Silva Silva
Gato e Cão, nada mais. | Denuncie |