política

Muitos parlamentares não têm comunicação direta com eleitor, diz pesquisa A maioria nem sequer responde e-mails

Erich Decat

Publicação: 26/11/2011 08:34 Atualização: 26/11/2011 08:39

Pesquisa mostra que 86% dos senadores não respondem e-mails (Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press - 17/11/09)
Pesquisa mostra que 86% dos senadores não respondem e-mails
O uso das redes sociais na internet ainda não é uma realidade para a maioria dos congressistas brasileiros. Pesquisa promovida por empresa especializada no setor com os 513 deputados e 81 senadores mostra que a maioria chega a criar perfis seja no microblog Twitter, no Facebook ou até blogs para interagirem com os internautas. No entanto, essas ferramentas muitas vezes são abandonadas. O descaso pode ser percebido no simples ato de responder a um e-mail. Cerca de três em cada quatro deputados não responderam a uma mensagem enviada pela pesquisa, em que foi perguntado sobre como fazer para encontrar mais informações sobre o trabalho deles. No caso dos senadores, 86% não responderam ao questionamento.

A falta de atenção por parte dos parlamentares não se limita às mensagens da caixa postal. O levantamento revela que os blogs, uma das ferramentas que possibilitam a interação por meio de comentários por parte dos internautas, também não estão entre as prioridades deles. Os dados mostram que somente um em cada quatro deputados e senadores mantém esse tipo de canal informativo. Dos blogs existentes, pelo menos 27% dos alimentados pelos deputados e 37% pelos senadores estão desatualizados. Em relação aos sites, ficou constatado que a maioria dos parlamentares (52% de deputados e 55% de senadores) não oferece uma lista com a produção legislativa (projetos de lei, propostas e discursos, entre outros). Na avaliação do coordenador da pesquisa, Alexandre Secco, os parlamentares ainda vivem na era do papel.

“Ainda existem políticos que não mantêm sequer um blog ou uma conta de e-mail, vivem isolados do mundo digital, nos tempos da carta e do telefone. Há os que já fincaram os pés nesse mundo, mas ainda usam recursos digitais da mesma forma que usavam santinhos e faixas para disputar eleições, ou seja, como uma via de mão única na qual a participação do eleitor está restrita à contemplação”, ressalta Secco.

Se por um lado há parlamentares que ainda têm receio de usar as redes sociais, por outro há aqueles que se sentem ambientados. Entre os mais influentes na rede estão, pela ordem: ACM Neto (DEM-BA), Dr. Rosinha (PT-PR), Fernando Francischini (PSDB-PR), Geraldo Resende (PMDB-MG), Glauber Braga (PSB-RJ), João Paulo Cunha (PT-SP), Paulo Pimenta (PT- RS) e Zeca Dirceu (PT-PR). O critério utilizado no estabelecimento do ranking levou em conta presença, influência, interatividade, multimídia e audiência.

Seguidores
Apesar de não estar no topo da lista dos mais influentes, o deputado Romário (PSB-RJ) se destacou com o maior número de seguidores no Twitter (241.590). Ele é seguido por Gabriel Chalita (PMDB-SP) com 108.360 e o Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), com 56.130. Em relação ao microblog, Anthony Garotinho (PR-RJ) chama atenção por ser o deputado que mais recorre aos 140 caracteres para mandar recados ao eleitor.

Do lado dos senadores, o mais atuante é Aloysio Nunes (PSDB-SP). Segundo a pesquisa, ele se destaca ao recorrer a ferramentas que muitas vezes ainda não são conhecidas pelo eleitor, estimulando assim a participação pela web.

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) também é considerado como um dos mais assíduo nas redes, com participação intensa no Facebook, YouTube e Twitter. O colega Humberto Costa (PT-PE) se destaca quando o assunto é transparência dos gastos de gabinete e verba indenizatória. O pernambucano é o senador com mais amigos no Facebook. Já a petista Marta Suplicy aposta nos vídeos para deixar recados aos eleitores. Ela é a que tem a maior visualização entre todos os senadores no YouTube. O levantamento foi feito pela empresa Medialogue Digital entre 27 de junho e 9 de setembro deste ano.

Os políticos na web
86% dos senadores e
76% dos deputados não responderam a e-mail

27% dos blogs de deputados e
37% dos de senadores não são alimentados

55% dos senadores e 52% dos deputados não publicam a produção parlamentar na web
Tags: celular

Esta matéria tem: (5) comentários

Autor: Maria Rosa
Se eles nem sabe usar computador, como vão usar,os políticos não tem culpa coitados,nós que colocamos esses seres lá. | Denuncie |

Autor: Lost Cluster
Será que é porque praticamente todos os parlamentares querem mais é que o povo se exploda? Lembram do "Justo Veríssimo", personagem do Chico Anísio? Ele dizia: "O povo que se exploda" e "Pobre é que tem mania de ser honesto"... parece que nada mudou, exceto por não mais existir humor político aqui. | Denuncie |

Autor: Thalyta Schneider
Perde tempo quem acha que mandando um e-mail pra algum deputado ele vai ler. Quem abre os e-mail's são os funcionários do gabinete, na maioria das vezes excluem tudo sem ler, os deputados têm um e-mail particular para cuidar dos assuntos de interesse deles. Falo isso porque trabalhei em gabinete. | Denuncie |

Autor: dimas moreira
O ridículo e causador d ódio por parte d 1 político é : a) enviar 1 cartão d boas festas ao final do ano ou no aniversario do eleitor e/ou b) fixar faixas ou cartazes de boas festas nas ruas das cidades. O constrangimento é grande pois sabemos q o fato se consumou com o dinheiro do contribuinte. | Denuncie |

Autor: Roni Vedovo
Se houver um projeto de iniciativa popular, para reduzir o número de senadores para 2 por estado (total 54), (ou para extinguir essa casa do prato fechado) e para 400 deputados no máximo, certamente esses seres que atualmente ocupam o prédio de 28 andares sairiam correndo atrás dos eleitores. | Denuncie |

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