Dificilmente o Senado votará em 2012 a proposta de emenda à Constituição que estabelece um piso salarial para policiais e bombeiros militares em todo o país. Essa é a avaliação do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que considera o tema "controverso". O texto está sob análise na Câmara dos Deputados.
Além da PEC 300, a greve dos policiais na Bahia colocou na pauta do Congresso uma série de matérias sobre a regulamentação do direito de greve em serviços essenciais como segurança pública, saúde e educação. Romero Jucá (PMDB-RR) foi enfático ao dizer que não há condição de o Executivo arcar neste momento com qualquer aumento de despesas "sob pena de perder o controle fiscal". Mas, reconheceu que o direito de greve deve ser debatido pelos parlamentares.
Ele defende uma negociação para que os policiais baianos não sejam punidos e nem sejam descontados os dias parados. O mesmo tratamento, segundo ele, não cabe a policiais "encapuzados e armados" que incitaram os grevistas. "É necessário o bom-senso para que se chegue a um acordo o mais rápido possível", disse o líder do governo.
O senador Humberto Costa (PT-PE) defendeu a necessidade de o governo "bancar" e o Congresso resolver o mais rápido possível a questão da greve em serviços essenciais do setor público. Ele qualificou de "motim" as ações na Bahia. “A gente não pode ficar apresentando projetos de anistia dessas pessoas. É necessária uma proibição absoluta porque quem paga o preço é a população", disse o petista ao relembrar o comportamento do Congresso que, em 2011, anistiou os bombeiros do Rio de Janeiro presos após uma greve.
A greve dos policiais baianos será tratada na reunião de hoje, às 14h30, da subcomissão de Segurança Pública do Senado. O presidente da subcomissão, Pedro Taques (PDT-MT), disse que vai colocar em debate o direito de greve em serviços essenciais.
Para ele, greves feitas por categorias que "portam armas" não podem ser comparadas a movimentos organizados por demais servidores públicos. A reunião da subcomissão, vinculada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), estava marcada para a manhã de hoje, mas como não houve número suficiente de senadores foi transferida para a tarde.
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Esta matéria tem: (5) comentários
Autor: Antonio Carlos da Silva
"motim" Se quisessem mudar a situação, editariam uma lei permitindo a greve mas sem armas e viaturas e pronto. agora não reconhecer o direito a greve é muito discaramento do PT. Vocês são estão colhendo o que plantaram, então arquem com as consequencias. | Denuncie |
Autor: oreste sobrinho
Se o P S D B ganhar as próximas eleições presidenciais, a PEC 300 é aprovada em regime de urgencia, por voto de liderança. QUEM VIVER VERÁ. | Denuncie |
Autor: Thiago Mendes Rodrigues
PM grevista é bandido. Simples. | Denuncie |
Autor: laudete rodrigues
kkkkk, que piada, isso mesmo PT, tira o direito de greve do servidor que se vê a merce de toda essa corrupçao, se não há reajuste é culpa de maus administradores, o povo deve ir p rua e pedir o retorno dos militares. | Denuncie |
Autor: Carlos Bastos
Por que não se faz justiça neste País e se paga um salário decente a estes profissionais? Chega de hipocrisia, certamente não se ouvirá falar de um Deputado fazer greve... Dinheiro tudo mundo sabe que têm, mas infelizmente prioridades são obras para que se possa "desviar" o recursos públicos. | Denuncie |