política

Cargo de líder se torna um dos mais cobiçados por "regalias" no Congresso

Guilherme Amado

Publicação: 21/02/2012 08:00 Atualização: 21/02/2012 09:20

A disputa pelo cargo às vezes é fratricida, mas quem chega à posição de líder no Congresso costuma gostar da doce vida de que desfruta. Não são poucas as vantagens. Do partido, do governo ou da minoria, o status dá ao deputado bem mais do que só 15 minutos de fama. Uma vez líder, ganha destaque na imprensa, influência entre a bancada e prestígio com o Palácio do Planalto. Governadores e prefeitos também costumam ser interlocutores constantes. Além de ser o responsável por comunicar o voto de todos os parlamentares de sua sigla ou bloco, dispõe de um rol de prerrogativas que lhe garante livre acesso à tribuna e mais poder no dia a dia do Congresso, sem contar os gabinetes maiores e os servidores extras à disposição. Mas está enganado quem pensa que a vida de líder é só moleza.

“O líder é a parte mais visível de uma enorme engrenagem de toda a bancada e da assessoria técnica da liderança”, resume o deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP), que foi líder dos tucanos em 2011. A missão realmente não é para os que só vêm a Brasília duas vezes na semana. Como o líder representa um grupo grande de parlamentares, deve estar disponível o maior tempo possível. Isso vale tanto para a oposição quanto para aliados. “O líder de oposição é intensidade, vigilância e disponibilidade imediata. Tem que estar sempre crítico e ter desprendimento”, explica Nogueira. Um cochilo de lado ou do outro pode fazer com que o governo aprove projetos que não interessam à oposição, ou que ministros sejam convocados pela oposição para depor sobre escândalos.

O acesso fácil à tribuna talvez seja um dos maiores atrativos. Para se ter ideia da visibilidade que o cargo traz, oito dos dez parlamentares apontados como os mais influentes no Congresso em 2011 pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) são líderes. Um deles, o do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), é considerado mais influente até do que o veterano senador José Sarney (PMDB-AP).

A matéria completa, você lê na edição impressa do Correio Braziliense desta terça-feira (21/2).

Esta matéria tem: (5) comentários

Autor: Jocasta Bsb
Também com a BONANÇA e GASTANÇA que o cargo oferece, quem não quer?Até eu que sou mais besta aceitaria trabalhar com algum. Tem SECRETÁRIOS,SECRETÁRIAS,CHFES DE GABINETE que RODAM o mundo as custas das LIDERANÇAS. Aiaiaiaiai | Denuncie |

Autor: Ricardo Cubas
Isso é só mais um capítulo da subtração legalizada ao Erário. A forma como o Congresso Nacional funciona é altamente antidemocrático. Voto de liderança, pauta de votação, colégio de líderes são formas que se criaram para suprimir o desejo da maioria. Isso só vai acabar qd o brasileiro votar certo. | Denuncie |

Autor: dimas moreira
O povo conhece bem o papel destes líderes. Puro corporativismo em prol de si próprio e do partido. | Denuncie |

Autor: Jean Car
Ser político no Brasil virou meio de vida profissão só isso, e sem prova, sem testes, sem clasificação uma moleza!!!! | Denuncie |

Autor: Luiz Campos
Não é só influência política, são as mordomias e os rapapés a que eles têm direito. Você sabe que político é movido à dinheiro e muito dinheiro! | Denuncie |

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