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Segurança em piscina é tema de projetos em tramitação na Câmara O Brasil lidera o ranking de afogamentos no mundo, que é a segunda causa de mortes entre crianças até três anos

Agência Senado

Publicação: 10/01/2014 14:45 Atualização: 10/01/2014 17:03

Motivado pelos recentes acidentes envolvendo crianças que foram feridas ou mortas em piscinas, o deputado Darcíso Perondi (PMDB-RS) pediu ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, apoio para votar o Projeto de Lei (PL) 1.162/2007, que trata de normas de segurança e prevenção de acidentes em piscinas. Perondi é relator do projeto na Comissão de Seguridade Social e Família.

"São verdadeiras armadilhas mortais e submersas através dos ralos do fundo [das piscinas]. Nós ouvimos técnicos, industriais e engenheiros e há três ou quatro mecanismos disponíveis no mercado que dão segurança", explica Perondi, ressaltando que os equipamentos sugeridos não custam caro.

O texto, do deputado Mário Heringer (PDT-MG), busca aumentar a segurança das piscinas, especialmente nos ralos. Pela proposta, as piscinas já construídas e que tenham sistemas hidráulicos em desacordo com as novas regras terão de ser adaptadas no prazo seis meses após a publicação da lei.

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O relator explica que há um sistema a vácuo, com sensor, em que as máquinas de sucção se desligam em três segundos, se for detectada uma obstrução no ralo. Outro mecanismo, segundo Perondi, são as tampas de aprisionamento, onde a água circula, mas não é sugada. O parlamentar quer apressar a tramitação da matéria e submetê-la à votação em Plenário até março. Se aprovada na Câmara, a matéria segue para o Senado.

Em entrevista à Rádio Senado, a senadora Ana Amélia (PP-RS) demonstrou preocupação com o assunto e também pediu agilidade na aprovação de uma matéria sobre o tema. Ela defende o PL 7.414/2010, do deputado Dr. Rosinha (PT-PR), que tramita apensado ao projeto de Mário Heringer, por também tratar de segurança nas piscinas.

Afogamentos

O Brasil lidera o ranking de afogamentos no mundo, que é a segunda causa de mortes entre crianças até três anos. Nos últimos dias, duas meninas e um menino morreram em decorrência de acidentes causados pela falta de segurança em piscinas.

O garoto Kauã de Jesus teve o braço sugado por um ralo destampado num hotel de Caldas Novas (GO). Ele ficou submerso durante 10 minutos e morreu num hospital de Brasília. Já em Belo Horizonte (MG), Mariana Rabelo, de 8 anos, também perdeu a vida após ter os cabelos sugados pelo ralo de um toboágua de um clube. Além deles, morreu a menina Naisla Loyola, de 11 anos, que teve os cabelos sugados pelo ralo da piscina de sua casa em Linhares (ES).


Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: roberto duque
É de extrema urgência a criação de normas regulamentadoras p/ disciplinar a produção,comercialização e o uso deste produto que são verdadeiras armadilhas para o consumidor desinformado.Há vários casos em que a vítima cai na piscina sem ninguém por perto.Sensor de movimento c/alarme seria 1 boa opção. | Denuncie |

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