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Estudiosos e personagens das Diretas Já avaliam as mudanças do país Brasil registrou um ganho social, mas que ainda tem os movimentos políticos distantes dos anseios da sociedade

Renata Mariz

Publicação: 24/01/2014 06:00 Atualização: 24/01/2014 07:31

Cerca de 300 mil pessoas estiveram no comício na Praça da Sé, no dia do aniversário de São Paulo, há 30 anos (Oswaldo Luiz Palermo/Estadão Conteúdo)
Cerca de 300 mil pessoas estiveram no comício na Praça da Sé, no dia do aniversário de São Paulo, há 30 anos


No próximo 5 de outubro, ao se dirigirem às seções eleitorais para escolher o presidente da República, milhares de brasileiros nem se darão conta de que estarão exercendo um direito negado aos cidadãos do país não faz muito tempo. Amanhã, o primeiro grande comício do movimento que ficou conhecido como Diretas Já, realizado na Praça da Sé, em São Paulo, completa 30 anos. Depois de algumas manifestações menores, a campanha que pedia o retorno do voto direto, extinto desde o golpe de 1964, reuniu cerca de 300 mil pessoas, arrebatando corações e mentes por todo o território nacional. Quem esteve nas ruas e estudiosos do período apontam o movimento como um dos mais importantes do Brasil, ainda que a democracia sonhada na época não seja exatamente a vivenciada hoje.

“Naquele tempo, havia mais esperanças sobre a criação de um bem-estar social, que diminuísse as injustiças sociais, o que de certa maneira se expressou na Constituição Federal de 1988, mas não de forma tão forte como se esperava”, afirma Marcelo Ridenti, professor do Departamento de Sociologia da Universidade de Campinas (Unicamp). Apesar das expectativas frustradas, são inegáveis os avanços obtidos pelo país pós-redemocratização. Além da liberdade, um direito de importância incalculável, o Brasil erradicou a fome, diminuiu a pobreza, universalizou o acesso à escola. Conseguiu driblar a hiperinflação, trocou cinco vezes de moeda, estabilizando-a em meados da década de 1990, galgou posições na economia mundial. O jogo político é o que talvez não tenha evoluído a contento, comenta Ridenti.

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“Especialmente depois do impeachment do Collor, criou-se um modus vivendi que leva os políticos a darem muita importância em assegurar a governabilidade, com amplas alianças e negociações que não são muito limpas. Isso faz com que não notem o que acontece na base da sociedade. Os protestos do ano passado são uma reação a essa política institucional que se faz hoje”, critica o professor da Unicamp. Ridenti ressalta que a campanha pelas Diretas Já é um marco não só pelo que reivindicava, mas, sobretudo, pela quantidade de gente que se mobilizou. Depois do comício na Praça da Sé, o movimento se espalhou pelo Brasil. “Foi uma febre no país inteiro.”

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