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Futuro ministro da Saúde transfere cotas de empresa para a mulher Investigado por consultorias prestadas a prefeituras, Arthur Chioro, passou 98% dos negócios para outro sócio: a esposa

João Valadares

Publicação: 24/01/2014 08:14 Atualização: 24/01/2014 08:22

Chioro: meu vínculo com a empresa nunca foi omitido. Ele é público e notório. Quando fui anunciado, em dezembro de 2008, como secretário de Saúde, no meu currículo constava minha vinculação (Leonardo Soares/Folhapress)
Chioro: meu vínculo com a empresa nunca foi omitido. Ele é público e notório. Quando fui anunciado, em dezembro de 2008, como secretário de Saúde, no meu currículo constava minha vinculação

O futuro ministro da Saúde, Arthur Chioro, alvo de inquérito civil do Ministério Público de São Paulo por ser sócio majoritário de uma consultoria que manteve contratos com administrações públicas, incluindo gestões petistas, enquanto comandava a Secretaria de Saúde de São Bernardo do Campo (SP), recorreu a uma solução caseira para tentar solucionar a questão. Ele colocou a mulher, Roseli Regis dos Reis, como nova dona da empresa. Chioro transferiu 98% das cotas para a esposa. A decisão foi anunciada formalmente ontem, durante entrevista coletiva em seu gabinete na Secretaria de Saúde de São Bernardo do Campo. Os documentos que pedem a alteração no contrato social da Consaúde Consultoria, Auditoria e Planejamento Ltda. foram encaminhados para a Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) na quarta-feira.

Durante a entrevista, ao informar que estava deixando a empresa formalmente, o petista não comunicou inicialmente que a mulher assumiria o seu posto. “Dei entrada ontem na Junta Comercial de São Paulo no pedido de afastamento da direção da empresa. Estou saindo formalmente agora, saindo da participação. Estou cedendo as minhas cotas para outro sócio”, disse. Só depois de ser lembrado por uma repórter de que a sócia era a própria esposa, Chioro confirmou: “Isso, isso”.

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Ele afirmou que não há nenhuma irregularidade na conduta à frente da Secretaria de Saúde, no entanto, alegou que estava se afastando para “evitar dor de cabeça”. Para ele, mesmo com o questionamento do Ministério Público, tudo foi feito de acordo com a legislação. “Considero que, inclusive para o exercício da minha atividade pública aqui em São Bernardo do Campo, muito embora não tenha sido solicitado pela administração, porque o entendimento não é esse, parece-me muito mais tranquilo, muito mais sereno e muito mais coerente que eu tome essa decisão neste momento”, justificou.

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Esta matéria tem: (5) comentários

Autor: Eduardo Boghossian
Alguem ainda conhece a palavra "ÉTICA"? ...ou ela já caiu no desuso? Pelo menos na cartilha de alguns partidos ela não existe mais....a muito tempo. | Denuncie |

Autor: Vando Duran
Esse é o país dos espertalhões, dos que só querem se dar bem, a começar peço próprio partido que quer se perpetuar no poder dando esmolas a esse povo ignorante e que não sabe votar. BRASIL, UM PAÍS DE TOLOS E DE ESPERTALHÕES! | Denuncie |

Autor: Ernani oliveira
ISSO É COISA DO NOSSO EX-PRESIDENTE LULA!!!!A MAQUINA GOVERNAMENTAL É DELE!!! CAIA FORA P Tralha!!! | Denuncie |

Autor: wilden reis
É isso mesmo que eu li, cadê a ficha limpa? | Denuncie |

Autor: jose abel brina olivo
acho que há um equivoco. Ele deve, isto sim, afastar-se do cargo público. Acham que a simples transferência das cotas a sua esposa evitará possível trafico de influencia? Acho q não. | Denuncie |

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