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Congresso tem apenas 52 dias úteis para aprovar projetos neste semestre Em ano marcado por Copa do Mundo e disputa eleitoral, o trabalho de deputados e senadores será curto e travado pelo calendário apertado

João Valadares

Andre Shalders - Correio Braziliense

Publicação: 09/02/2014 08:00 Atualização: 09/02/2014 20:54

 (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)


O Congresso Nacional, responsável por debater e votar temas importantes que influenciam diretamente a vida dos brasileiros, seguirá o ritmo “banho-maria” em 2014. O trabalho de deputados e senadores, retomado na última segunda-feira e que deveria ser acelerado em razão do acúmulo de propostas remanescentes de 2013, será travado pelo calendário apertado e, sobretudo, pelo tensionamento da disputa eleitoral. Temendo elevação de gastos públicos e desgaste na apreciação de temas polêmicos para não respingar no voo rumo à reeleição da presidente Dilma Rousseff, o governo federal promete manter a votação trancada. A fórmula é velha conhecida: encaminhamento de medidas provisórias e priorização dos projetos com urgência constitucional, justamente os que não permitem a pauta avançar.

O próprio líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), resume a situação sem rodeios. “Já é trabalho demais para este começo de ano”, disse em referência à apreciação das MPs. Levantamento do Correio contabiliza o que o deputado petista chama de “trabalho demais”. No primeiro semestre, considerando que os parlamentares trabalham às quintas-feiras, haverá apenas 52 dias úteis para apreciação e aprovação de projetos. A partir de junho, com o início da Copa do Mundo e das convenções partidárias, começa o chamado “recesso branco”. É a institucionalização da gazeta.

Em 2012, a Câmara aprovou um projeto de resolução que oficializava o hábito da Casa de ter sessões de votação apenas em três dias. Na época, o Correio mostrou que, além de enforcarem a segunda e a sexta-feira, os parlamentares também incluíam na chamada gazeta a quinta-feira, quando é comum congressistas registrarem presença em plenário pela manhã e correrem para o aeroporto, a caminho das bases eleitorais. A constatação é que não são só as quintas que se tornam sessões de discursos e debates, sem que temas relevantes sejam apreciados. Há terças e quartas que não são aproveitadas por diversos motivos, como falta de acordo em torno de um projeto polêmico ou quórum baixo.

 

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Esta matéria tem: (3) comentários

Autor: marjane santos
É desse jeitim q brasileiro gosta, cidadãos fingem q ficam indignados c isso, políticos fingem q trabalham. Todos, políticos e povo, 'muito' ocupados c carnaval, copa, eleição e 'feriados' costumeiros. Políticos, q n são bobos, entram na mesma 'energia' do povão. Ninguém merece ninguém. | Denuncie |

Autor: paulo Vaz
INFELIZMENTE SÓ TEMOS UMA PERGUNTA A FAZER AOS ILUSTRES PARLAMENTARES ? SERÁ QUE O POVO BRASILEIRO MERECE ESSE TRATAMENTO??????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????? ? | Denuncie |

Autor: Fábio Gonçalves
Achar que o nosso ilustre congresso vai se mexer é viver na ilha da fantasia... Só no Brasil que a sociedade sustenta uma instituição que leva 20 anos para aprovar determinadas leis, que tem servidor que ganha tubos de dinheiro, mas esta tudo bem pois tudo pela "democracia", que piada... | Denuncie |

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