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Dilma inicia a semana tratando das chantagens de peemedebistas nos estados Além de ter que lidar com um apagão nacional, a prisão de mais mensaleiros, Dilma tenta se concentrar em sua campanha e evitar que os episódios atinjam sua imagem

Publicação: 09/02/2014 08:15 Atualização:

 ( Breno Fortes/CB/D.A Press)


A presidente Dilma Rousseff enfrenta nesta semana não só o rescaldo dos últimos tenebrosos dias como uma sequência de abacaxis para descascar. O início do ano em que ela disputará a reeleição tem lhe rendido preocupações e não dá sinais de melhora. Além de ter que lidar com um apagão nacional, a prisão de mais mensaleiros, o retorno das manifestações de rua, a fuga de uma cubana do programa Mais Médicos e a crise com o PMDB, Dilma tenta se concentrar em sua campanha e evitar que os episódios atinjam sua imagem.

A cena flagrada por um cinegrafista e divulgada na última quarta-feira é emblemática: Dilma anda de um lado a outro falando ao telefone e fazendo gestos de quem dá uma bronca em alguém. A ligação ocorreu pouco depois de a cúpula do Ministério de Minas e Energia ter tentado explicar os motivos do apagão que afetou 11 estados. Mas poderia ter sido feita em qualquer outro dia da semana. Ainda que indiretamente, Dilma foi atingida por uma série de outros episódios que marcaram negativamente a primeira semana de fevereiro e a de atividade do Congresso.

Enquanto o problema da energia elétrica sinaliza que, apesar da negativa da presidente, a infraestrutura do país não vai tão bem, o surgimento da médica cubana desertora Ramona Rodríguez reabriu a ferida do programa que é uma das maiores vitrines eleitorais do governo – e do ex-ministro da Saúde e pré-candidato ao comando de São Paulo, Alexandre Padilha. A prisão dos mensaleiros Henrique Pizzolato e João Paulo Cunha, ainda que aparentemente distantes do território presidencial, manteve o calcanhar de Aquiles do PT em evidência. E o ataque a um cinegrafista durante a manifestação por causa do aumento de passagem no Rio na quinta-feira indicou que a tensão ocorrida no país nos protestos do ano passado pode voltar a qualquer momento.

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