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Planalto isola Eduardo Cunha das discussões sobre ministérios e palanques Decisão ocorre depois da troca de ataques entre Eduardo Cunha, pelo PMDB, e Rui Falcão, pelo PT

Grasielle Castro - Correio Braziliense

Paulo de Tarso Lyra - Correio Braziliense

Publicação: 10/03/2014 07:30 Atualização: 10/03/2014 07:52

 (Arte/CB/DA Press)
A presidente Dilma Rousseff e o vice Michel Temer anteciparam nesse domingo o retorno de viagens à Bahia e ao interior de São Paulo, respectivamente, para alinhavar um acordo que colocasse PMDB, PT e Planalto em um mesmo tom, depois do descompasso das últimas semanas — a crise chegou à troca de acusações e ofensas entre o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), e o presidente petista, Rui Falcão. As reuniões em série, no entanto, ampliaram a irritação da bancada de deputados peemedebistas, que pleiteavam a participação do parlamentar fluminense e do presidente em exercício da legenda, Valdir Raupp, das costuras ministeriais e eleitorais. Hoje, outras duas reuniões de emergência devem ocorrer no Palácio do Planalto.

O dia de reuniões começou ainda no voo que trouxe Temer a Brasília. Antes de embarcar, ele tentou amenizar a crise. “Não é A nem B ou C, nem sou eu quem vai dizer se o partido vai para um lado ou para outro. É a convenção nacional que decide para onde vai o PMDB”, despistou. Na aeronave, ele acertou com Raupp o tom a ser adotado com a presidente. Às 18h15, o vice-presidente entrou no Palácio da Alvorada para o encontro com Dilma.

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Ao todo, foram duas horas de reunião, que também contou com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Ela se colocou à disposição do PMDB para acertar uma saída para os impasses nas alianças regionais, mas cobrou do PMDB que controle a rebelião na Câmara até a volta da viagem ao Chile para a posse de Michele Bachellet — o retorno está programado para a quarta-feira, mas pode ser antecipado. Ela ainda acenou com uma nova reunião até o fim da semana, para tratar da reforma ministerial.

Isolamento

Hoje, a presidente terá reuniões com Raupp e os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), e do Senado, Renan Calheiros (AL), além do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE). Além de mais um ministério para os peemedebistas, os maiores conflitos entre PT e PMDB estão na definição de palanques de cinco estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Paraná e Rio Grande do Sul. O encontro com os senadores está marcado para às 9h30. Os deputados entram às 10h30. A movimentação de Dilma, no entanto, mostra que o Planalto segue com a estratégia de isolar Eduardo Cunha de qualquer decisão referente à reforma ou às composições estaduais.

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