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Relator do processo contra André Vargas vê indícios de quebra de decoro PT discutirá sanção ao deputado paranaense, que pode até ser expulso da sigla

Andre Shalders - Correio Braziliense

Paulo de Tarso Lyra - Correio Braziliense

Publicação: 11/04/2014 09:27 Atualização:

Delgado, relator do caso, comenta a relação de Vargas e o doleiro: ''a gente sabe que há algo mais profundo'' (Leonardo Prado/Agência Câmara)
Delgado, relator do caso, comenta a relação de Vargas e o doleiro: ''a gente sabe que há algo mais profundo''

Designado relator do processo contra André Vargas (PT-PR) no Conselho de Ética da Câmara, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) deve pedir a cassação do mandato do colega paranaense. Para Delgado, Vargas quebrou o decoro parlamentar no discurso feito na tribuna da Câmara na quarta-feira da semana passada, quando disse que a relação com Alberto Youssef era “superficial”, e que ele não tinha negócios com o doleiro investigado e preso no âmbito da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. “A gente sabe que há algo mais profundo. Isso já demonstra que, no próprio plenário, ele provavelmente cometeu (a quebra de decoro)”, comentou Delgado. Vargas, que utilizou um jatinho pago pelo doleiro para passar as férias de janeiro com a família em João Pessoa, é suspeito de ter intermediado um contrato entre o laboratório Labogen, envolvido no esquema de Youssef, e o Ministério da Saúde.

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No começo da tarde de ontem, Delgado se irritou ao tentar obter uma cópia do discurso de defesa de Vargas. As notas taquigráficas, que geralmente são publicadas no portal da Câmara na internet em até 30 minutos, ainda não estavam disponíveis. A assessoria técnica da Casa explicou que a íntegra da intervenção do petista encontrava-se na área do site intitulada tempo real, inserida em um bloco de discursos de outros deputados. O objetivo de Delgado é analisar minuciosamente o pronunciamento do petista, para embasar a acusação por quebra de decoro.

André Vargas também terá de prestar explicações dentro do PT, conforme decisão tomada na tarde de ontem, na reunião da Executiva Nacional do partido. O segundo vice-presidente do PT, Alberto Cantalice, e os secretários Carlos Árabe e Florisvaldo Souza foram os escalados para colher o depoimento do deputado, o que deve ocorrer até domingo. A oitiva, que precederá a realização de uma Comissão de Ética para julgar o caso, teria sido um pedido do próprio Vargas. Dependendo do resultado, o paranaense pode ser inocentado, suspenso ou até mesmo expulso do PT. Integrantes da cúpula do partido comentaram que não há ânimo para a expulsão de Vargas, pelo menos neste momento. “Durante a maior parte do tempo, falamos sobre a Petrobras e os palanques estaduais. Na questão do André, aprovamos uma resolução consensual”, disse a fonte.

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