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Ex-diretor da Petrobras diz ter prestado serviço sem contrato a Youssef Paulo Roberto da Costa confirmou não ter assinado nenhum contrato pela consultoria, o que poderia servir de prova da prestação do serviço.

Agência Brasil

Publicação: 10/06/2014 14:20 Atualização:

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto da Costa depõe na CPI da empresa no Senado (Antonio Cruz/Agência Brasil)
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto da Costa depõe na CPI da empresa no Senado

Dando início às oitivas com os principais envolvidos nas denúncias de corrupção e de contratos irregulares da Petrobras, a Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga a Petrobras interrogou nesta terça-feira (10/6) o ex-diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto da Costa. Ele é suspeito de ter desviado recursos públicos na construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. O ex-diretor é um dos investigados pela Operação Lava Jato, que busca desarticular uma organização que usava o doleiro Alberto Youssef para fazer lavagem de dinheiro.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), houve desvios na construção da refinaria pernambucana por meio de contratos superfaturados, feitos com empresas que prestaram serviços à Petrobras entre 2009 e 2014. O MPF informou que a obra foi orçada em R$ 2,5 bilhões, mas custou mais de R$ 20 bilhões.

“Essa é uma história inventada e fora da realidade. Ela destruiu meu nome e minha reputação, baseada em falsas premissas. Não tive direito de resposta e nem condições de defender porque fiquei 59 dias recluso. Não houve lavagem de dinheiro da Petrobras e não existe contrato superfaturado”, disse Costa.

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Paulo Roberto da Costa repudiou e acusou a imprensa por divulgar “dezenas de fatos irreais". "A Petrobas é uma empresa séria e competente. Muita coisa foi dita de forma antiética e sem provas”, disse o ex-diretor ao negar ter feito lavagem de dinheiro que, supostamente, teria sido desviado da estatal. “Colocaram minha figura em posição extremamente delicada e sem fundamentos. Não se joga na lata de lixo meus 35 anos de Petrobras, como fizeram. Prejudicaram minha história e minha família”, acrescentou.

Costa admitiu que conheceu Youssef, a quem prestou serviço de consultoria sobre ser ou não vantajosa a compra, pelo doleiro, da empresa Eco Global – empresa que estaria prestes a assinar contrato com a Petrobras. Como forma de pagamento pela consultoria, Costa teria recebido um veículo Land Rover. “A consultoria foi acertada em 330 mil, mas o Youssef perguntou se poderia pagar com essa Land Rover que custaria R$ 300 mil mais 50 mil da blindagem feita em São Paulo. Como eu estava procurando um carro novo, aceitei. Mas foi para pagar pela consultoria”, disse ele.

Segundo o juiz Sérgio Moro, a Polícia Federal e o Ministério Público não foram encontradas provas de que os repasses ou comissões pagos ao ex-diretor – valores que, segundo os investigadores podem estar relacionados a lavagem de dinheiro – tenham sido prestados. Moro era responsável pela condução do processo, mas a investigação foi suspensa e remetida ao Supremo por determinação do ministro Zavascki. Costa confirmou não ter assinado nenhum contrato pela consultoria, o que poderia servir de prova da prestação do serviço. “O que houve foi trabalho”, disse.

Esta matéria tem: (4) comentários

Autor: Delmiro Portilho
... apenas deixou de molho, em banho maria né , sei... | Denuncie |

Autor: jose manoel mendes
Não houve lavagem de dinheiro não, é claro, o dinheiro está sujo de petróleo. | Denuncie |

Autor: JAILSON SA
Aqui é Brasil! Tudo custa caro, não tem competência para seguir um cronograma. Quero ver esses turistas falar bem de Brasilia, Brasil, passando na rodoviária de Brasília, o lixo, ridícula feia e suja e fedorenta. Brasil é assim... | Denuncie |

Autor: alberico cavalcante
Este Paulo Roberto tem que ir contar esta estoria furada para o MPF e PF. Será que teve alguém da oposição ou será que ele contou só para os petistas. | Denuncie |

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