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PT confirma oficialmente o nome de Dilma para a disputa à Presidência Michel Temer também concorrerá à reeleição. Lula afirmou, em discurso, que não há atrito entre ele, o "criador", e Dilma, a "criatura".

Grasielle Castro - Correio Braziliense

Paulo de Tarso Lyra - Correio Braziliense

João Valadares

Publicação: 21/06/2014 12:27 Atualização: 21/06/2014 16:44

 ( REUTERS/Joedson Alves)

A presidente Dilma Rousseff afirmou, nesta tarde de sábado (21/6), que foi eleita para governar de pé e com a cabeça erguida. Acompanhada por cerca de 1.200 pessoas, ela foi oficializada como candidata à reeleição à Presidência da República, durante a convenção do Partido dos Trabalhadores (PT), em Brasília. O anúncio foi feito pelo presidente da legenda, Rui Falcão. Também concorrerá a reeleição o vice-presidente, Michel Temer.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não há atrito entre ele e Dilma, classificando-se de “criador” e chamando a sucessora de “criatura”. “A gente vai provar que é possível a criatura e o criador conviverem sem atrito”, afirmou. Lula aproveitou a convenção do PT para criticar aqueles que xingaram Dilma no jogo de abertura da Copa do Mundo, entre Brasil e Croácia, no Estádio Itaquerão, em São Paulo. “Pobre sabe que quando alguém vai na casa da gente, a gente tem que tratar com respeito. Educação a gente aprende em casa”, disse, antes de reconhecer que as eleições serão difíceis para o PT. “Essa eleição será muito difícil. Nós ainda não começamos o jogo.”

Já Dilma argumentou que não é apenas a propaganda que o partido pode fazer na tevê, mas a adrenalina que for capaz de mostrar toda vez que sair na rua, que vai decidir a eleição. Ressaltou que os governos passados devoraram 60 milhões de empregos,. “Nós não. Nós criamos 11 milhões só no período da crise”, disse. A líder do Executivo também destacou que em administrações anteriores, em época de crise, o país sofreu com o arrocho salarial, aumento das taxas de juros, do desemprego e venda do patrimônio público. "A continuidade que o Brasil deseja é a continuidade das mudanças iniciadas quando Lula assumiu o governo em 2003. O Brasil quer seguir mudando pelas mãos daqueles que mostraram ser capazes de mudar o pais".

Dilma Rousseff encerrou o discurso com uma mensagem de esperança. "Com a presença e a fé do nosso povo, nós vamos vencer de novo", declarou.

Primeiro a discursar, Rui Falcão saiu em defesa de Dilma, que foi hostilizada pela torcida brasileira no jogo de abertura da Copa do Mundo. “Os xingamentos, diante de chefes de Estados, de crianças e de famílias, deveriam envergonhar quem os proferiu. Infelizmente, tiveram guarida entre adversários, que sonharam tirar proveito eleitoral da falta de educação de uma certa elite”, atacou Falcão.

 (Zuleika de Souza/CB/DA Press)



Michel Temer mostrou dados de que o crescimento da classe AB aumentou de 7,6% para 12,5%, ao ressaltar que o governo de Dilma foi “para todos os brasileiros”. "Vamos parar com essa de que foi um governo para determinada classe. Foi um governo para todos os brasileiros, para o Brasil crescer, e foi o Brasil que cresceu que vai eleger a Dilma”, defendeu. Ele também disse ser uma honra para o PMDB estar ao lado da presidente. “Dizem que temos muito tempo de televisão. Mas todo tempo é pouco para mostrar o que fizemos por esse país”.

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Convidado como dirigente de partido aliado, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, foi vaiado pela plateia de petistas. Ele afirmou que na convenção do partido, marcada para quarta-feira (25/6), deve ratificar aliança com Dilma Rousseff. "Fizemos uma consulta aos diretórios estaduais e Por ampla maioria decidiu-se pelo apoio. A convenção é soberana, mas espero que seja essa a decisão que prevaleça", afirmou Kassab. Em São Paulo, contudo, ele acha difícil uma aliança com o PT. "Estamos afastados, sobretudo na capital. As nossas conversas seguem na linha de uma candidatura própria, ou alianças com PSDB ou, ainda, com o PMDB (Paulo Skaff)", completou o prefeito.

Confusão na entrada

O início da convenção foi marcada por confusão do lado de fora do centro de convenções em Brasília. Vários militantes foram barrados, mas forçaram a porta e cerca de 80 pessoas acabaram invadindo o local. Mesmo com lotação esgotada, eles foram acomodados pela organização.

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Autor: Leonardo Victor
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