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PP faz manobra para apoiar reeleição de Dilma e convenção parar na Justiça Em dificuldade para manter base aliada, presidente ataca lealdade de dissidentes e diz que "esperteza tem perna curta"

Grasielle Castro - Correio Braziliense

Andre Shalders - Correio Braziliense

João Valadares

Publicação: 26/06/2014 06:03 Atualização: 26/06/2014 08:09

Vaiado na convenção petista, o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab confirmou o apoio do PSD a Dilma, ontem (Elza Fiuza/Agência Brasil)
Vaiado na convenção petista, o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab confirmou o apoio do PSD a Dilma, ontem


Na disputa para assegurar o apoio político dos aliados e não perder minutos preciosos na propaganda eleitoral a dez dias do início da campanha presidencial, o Palácio do Planalto ainda corre para aparar arestas e amenizar a pressão da base com o objetivo de evitar novas defecções. Na manhã de ontem, após garantir de maneira tranquila o apoio do PSD, do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, a convenção nacional do Partido Progressista (PP) foi bastante turbulenta. Para manter o apoio a Dilma, o presidente nacional da legenda, senador Ciro Nogueira (PI), precisou de uma manobra para que a presidente garantisse um minuto e vinte segundos de tempo na tevê. Como um trator, passou por cima das normas da convenção partidária. Não autorizou a votação e transferiu a decisão para a Executiva da sigla, que só confirmou o apoio à chapa encabeçada pela petista, sob protestos, na tarde de ontem.

A costura eleitoral prosseguiu durante todo o dia. Para não deixar escapar mais um minuto e dois segundos de propaganda eleitoral, a presidente atendeu ao PR e exonerou o ministro dos Transportes, César Borges. A concessão ao PR e a convenção do PP são mais um capítulo que expõe a dificuldade da presidente de manter a sua coligação. O evento, ocorrido na manhã de ontem no Senado Federal, terminou em confusão. O tumulto se instalou depois de o senador Ciro Nogueira apresentar e aprovar uma resolução transferindo a decisão sobre a aliança nacional para a Executiva do partido. A portas fechadas, ela fechou o apoio a Dilma.

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Decisão relâmpago
O documento, entretanto, não foi votado, o que gerou revolta entre os que defendiam a neutralidade da legenda — posição dos diretórios do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. Os descontentes ingressaram com ação cautelar para cassar os efeitos do encontro. Em nota, a direção da sigla liberou acordos diferentes nos estados. Opositora do apoio a Dilma, a senadora e pré-candidata ao governo do Rio Grande do Sul Ana Amélia disse que a decisão foi tomada em uma “reunião relâmpago”. “Como se pode tomar uma decisão dessa magnitude numa reunião relâmpago, a portas fechadas?”, questionou.

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