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Presidenciáveis começam a definir estratégias para campanha na tevê Candidatos já formatam os programas que vão ao ar no horário eleitoral gratuito, a partir de agosto. Eduardo Campos pede ao TSE uma nova contagem do tempo destinado à coligação do PSB

Diego Abreu

Amanda Almeida

João Valadares

Publicação: 17/07/2014 06:01 Atualização:

A pouco mais de um mês do início da propaganda eleitoral gratuita, os três principais candidatos ao Planalto — a presidente Dilma Rousseff (PT), o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) — correm contra o tempo para fechar o tom e o conteúdo dos programas que vão ao ar a partir de 19 de agosto. Eles iniciaram as gravações e aproveitam o tempo restante para afinar estratégias de apresentação das candidaturas ao eleitorado. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já definiu os tempos de rádio e televisão de cada coligação, mas ainda pode haver alterações. Com menos minutos que os adversários, Eduardo Campos pede à Justiça Eleitoral uma nova contagem.

Eduardo tem 1 minuto e 49 segundos, mas alega ter direito a 2 minutos e 3 segundos. Conseguindo mais tempo ou não, o presidenciável do PSB tem aproveitado as agendas de campanha até o momento para gravar imagens para os programas. Sob a batuta do argentino Diego Brandy, que faz análises de pesquisas qualitativas para Campos desde 2006, o socialista participou de um debate com jovens. No encontro, cujas imagens devem ser usadas logo nos primeiros programas, o presidenciável conversa sobre cultura, segurança e educação.

Como ainda é bastante desconhecido pelo eleitorado, a primeira semana de Eduardo Campos na televisão será para se apresentar aos brasileiros. A ideia é reforçar o vínculo com a ex-senadora Marina Silva, vice na chapa. A ex-ministra do governo Lula teve quase 20 milhões de votos nas últimas eleições. Pesquisas internas da campanha mostram que quando o eleitor é alertado que Marina está com Eduardo, a candidatura de Campos atinge 20% das intenções de voto. Grande parte das peças publicitárias da campanha destacará os dois na mesma proporção.

Já o candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, senador Aécio Neves (MG), está na fase de definir o tom e o conceito dos programas. Num primeiro momento, a estratégia será apresentar o candidato, já que as pesquisas apontam que ainda há um grande percentual de eleitores que não o conhecem e, portanto, um potencial de crescimento.

A mesma estratégia de se apresentar já é usada no site do tucano, lançado na terça-feira, que tem o mote “Conheça Aécio”. Entre os destaques, está um vídeo da família falando sobre ele, a biografia e a aprovação do governo dele em Minas Gerais. Para os programas, Aécio está sendo filmado em todos os eventos que participa.

A presidente Dilma Rousseff, por sua vez, terá como foco as conquistas do governo petista e, como na eleição passada, a imagem estará sempre relacionada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ontem, ela disse, em entrevista coletiva, que será “obrigada” a ter duas atividades durante a campanha eleitoral, a de presidente e a de candidata. O primeiro grande comício dela vai ser no dia 31, na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em São Paulo. Os marqueteiros da presidente devem usar imagens do evento, cuja expectativa é reunir milhares de militantes do PT, para abrir a propaganda eleitoral.

Alterações
Depois de comandar uma rápida audiência pública ontem, que reuniu advogados de partidos e representantes de emissoras de rádio e tevê, o presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, admitiu, em entrevista, que os tempos de algumas legendas poderão sofrer alterações. Durante o encontro, advogados chegaram a pedir a revisão dos tempos destinados à propaganda. Não houve, porém, nenhuma definição. O prazo para contestações da distribuição entre partidos se encerra hoje.

É o caso de Eduardo Campos. O candidato Levy Fidelix também reclama do tempo mínimo de 45 segundos a que terá direito, com base no argumento de que o PRTB elegeu em 2010 dois deputados federais, embora hoje não tenha nenhum parlamentar no Congresso.

Toffoli afirmou que o TSE irá fazer uma checagem dos tempos destinados a cada legenda e que eventuais alterações acontecerão somente no começo de agosto, quando os ministros voltarão a se reunir em sessões plenárias, após o fim do recesso do Judiciário. “(Os tempos de tevê) podem sofrer algumas alterações em razão de informações sobre a bancada de cada partido”, disse. O presidente do TSE acrescentou que a Corte Eleitoral se balizará pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual um político que migrou para um partido recém-criado “carrega o tempo”.

O cálculo do tempo de tevê de cada candidato é feito com base na quantidade de partidos que integram a coligação. Cada legenda tem os segundos ou minutos de participação definidos com base no tamanho da bancada eleita para a Câmara dos Deputados nas últimas eleições. Há, no entanto, exceções a esta regra. Partidos criados depois do último pleito têm o direito ao tempo proporcional à quantidade de deputados que se filiaram à sigla.
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