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Resultado do IDH vira tema de discussão entre candidatos à presidência Com o Brasil em 79º no ranking de desenvolvimento humano, oposição critica o ritmo lento de crescimento, enquanto o governo enaltece o avanço de uma posição no ranking mundial, apesar de contestar os dados utilizados

Amanda Almeida

Ana Pompeu

Julia Chaib

Publicação: 25/07/2014 07:00 Atualização: 24/07/2014 23:19

Novo Gama, uma das cidades mais pobres ao redor do DF: a desigualdade é o grande entrave do país (Pedro Ladeira/Esp. CB/D.A Press - 9/6/11)
Novo Gama, uma das cidades mais pobres ao redor do DF: a desigualdade é o grande entrave do país


O retrato brasileiro pintado ontem pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), ao lançar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) 2013, serviu de munição tanto para a oposição quanto para o governo. Enquanto o Palácio do Planalto escalou ministros para comemorar a subida do Brasil no ranking mundial e contestar os dados usados pela agência da Organização das Nações Unidas (ONU), os adversários da presidente Dilma Rousseff criticaram o ritmo lento do crescimento do IDH brasileiro, menos acelerado que o de países vizinhos na América Latina e dos Brics (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

O Pnud avaliou o cenário de 187 países, destacando três dimensões como critério: vida longa e saudável; educação; e padrão de vida decente. No ranking, o Brasil está em 79ª posição, uma acima do ano passado, o que o coloca entre os países considerados com alto IDH. Na escala de 0 a 1, em que quanto mais próximo do 1 maior o desenvolvimento, o país está com 0.744 — contra 0.742 em 2012. Ajustado à desigualdade social, no entanto, o IDH mostra que, embora esteja se tornando mais desenvolvido, o Brasil ainda é muito desigual. Sob essa ótica, o índice cai 27%, fechando em 0.542.

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Adversário de Dilma nas urnas em outubro, o senador Aécio Neves (PSDB) disse que é necessário reconhecer o avanço do Brasil nas últimas décadas, mas também é preciso superar a desigualdade social. “(O IDH) revela a necessidade de políticas públicas que promovam o desenvolvimento regional, diminuindo a desigualdade entre as regiões do país. Hoje, poucos estados são responsáveis por elevar o IDH brasileiro. As diferenças precisam diminuir também entre cidades, bairros e famílias, pelas quais a ação governamental precisa começar.”

O IDH não mede o desenvolvimento por município no país. Mas o Atlas do Desenvolvimento Humano Brasil, divulgado pelo Pnud em 2013, mostra essas disparidades. O Distrito Federal, por exemplo, é apontado com um dos melhores índices de renda, longevidade e educação, recebendo a classificação de “muito alto” desenvolvimento. Mas, logo ao lado, no Entorno, em cidades como o Novo Gama, a realidade é outra. O desenvolvimento é “médio”. Enquanto Brasília ficou na 9ª posição no ranking, Novo Gama aparece em 2.332º.

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Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: Raimunda Santos
É de admirar que o Brasil fique nessa posição, um País sem educação, sem segurança, sem saúde e etc. e agora sem vergonha. Para os Ministros ficarem felizes com o que temos é muita falta de vergonha. Tudo que eles consumem é as nossas custas, assim até eu ia ficar feliz. Esse Pnud precisa de óculos. | Denuncie |

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