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Áudio da caixa-preta de avião que caiu Santos começa a ser analisado O aparelho contem gravações das duas últimas horas de voo do jato que caiu em Santos e pode esclarecer as causas. Hipótese de colisão aérea não foi descartada

Renata Mariz

Étore Medeiros

Publicação: 15/08/2014 08:55 Atualização: 15/08/2014 09:03

Começou a análise, em Brasília, da caixa-preta da aeronave que caiu em Santos, matando sete pessoas, entre elas o presidenciável do PSB, Eduardo Campos. Com o equipamento, o intrincado quebra-cabeça que é a investigação de um acidente aéreo tende a ser montado mais rapidamente. Até agora, os dados disponíveis aos técnicos da Aeronáutica, responsável por identificar as causas do desastre, incluem tempo ruim, visibilidade limite de 3 mil metros e ventos de 12km/hora — condições que podem ter dificultado o pouso. Além disso, notificações feitas pela própria Força Aérea Brasileira (FAB) ao piloto da aeronave mostram perigos adicionais no local, como uma área reservada a veículos aéreos não tripulados (Vants), presença de urubus e um guindaste de 128 metros.

Equipamento está sendo avaliado Cenipa, em Brasília. A Aeronáutica não divulgou prazo para apresentar os resultados da investigação (FAB/Divulgação)
Equipamento está sendo avaliado Cenipa, em Brasília. A Aeronáutica não divulgou prazo para apresentar os resultados da investigação

De acordo com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Aeronáutica, a caixa-preta do Cessna 560 XL, que transportava a comitiva de Eduardo Campos, contém apenas dados de voz, registros do que a tripulação conversou e outros sons captados dentro da aeronave. O modelo não tem gravador de dados do voo, como é comum em aviões maiores.

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O equipamento registrou as duas últimas horas de áudio do jato. Primeiro os peritos analisam as condições físicas da caixa-preta para depois decodificá-la, de fato, por meio de um software. O sindicato que representa pilotos anunciou que pedirá uma apuração sobre o limite de horas voadas da tripulação. O piloto havia postado em uma rede social, dias antes da tragédia, que estava cansado e trabalhando muito.

As informações do aparelho poderão indicar também se houve alguma colisão em voo, hipótese aventada por especialistas na área, sobretudo depois da divulgação dos alertas feitos pela própria Aeronáutica nas notas técnicas, chamadas de Notam (na sigla em inglês de Notice to Airmen), aos pilotos destinados à base aérea de Santos. Embora a FAB tenha se recusado a informar quem é o solicitante da área reservada para Vants a 19,5km da pista de pouso da base aérea de Santos, fez as vezes de interlocutor dele. Disse, em nota emitida na noite de ontem, que, segundo essa pessoa ou empresa cuja identidade foi preservada, não houve voo de qualquer equipamento tripulado remotamente na região. Pelo Notam, o setor destinado aos drones começou a funcionar em 11 de agosto e ficará ativo até 31 do mesmo mês.

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