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Para especialistas, Marina pode quebrar a polarização entre PT e PSDB A candidata do PSB atinge um público da classe média e alta insatisfeita com a política tradicional, segundo cientistas políticos

Amanda Almeida

Publicação: 19/08/2014 08:31 Atualização:

Na pesquisa Datafolha, Marina aparece com 21% das intenções de voto (Ueslei Marcelino/Reuters)
Na pesquisa Datafolha, Marina aparece com 21% das intenções de voto

Um brasileiro que mora em área urbana e está insatisfeito com o funcionamento do poder público. É o perfil médio do eleitor da ex-ministra Marina Silva, de acordo com cientistas políticos. Substituta de Eduardo Campos na disputa do PSB à Presidência, ela terminou em terceiro lugar na corrida presidencial de 2010, com quase 20 milhões de votos. Para o cientista político Paulo Baía, professor da UFRJ, se Marina mantiver a simpatia desse eleitor, pode quebrar a polarização entre PT e PSDB. “Cerca de 85% da população brasileira mora em cidades e está conectada à internet e à televisão. Em 2010, Marina ganhou em Belo Horizonte e no Distrito Federal.”

Para Baía, Marina atraiu esse eleitor ao deixar o Ministério do Meio Ambiente, no governo de Lula. “Ela fez um discurso (de que não aceitava retrocessos ambientais) em sintonia com a sociedade que quer ver as instituições funcionarem”, avalia. Rudá Ricci, doutor em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas, diz que Marina é percebida por parcela do eleitorado como a terceira via. “Pesquisas qualitativas mostram que o eleitor dela é jovem, até uns 40 anos, e quer um novo modelo de desenvolvimento.”

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Ricci avalia que o bom desempenho de Marina mostrado na pesquisa Datafolha, divulgada ontem, em que aparece com 21% das intenções de voto, em segundo lugar, atrás da presidente Dilma Rousseff (PT) e na frente do senador Aécio Neves (PSDB), não é surpreendente. “Estão falando que é pela comoção da morte do Eduardo. Mas isso tem um peso pequeno. Em abril, ela já tinha 27% dos votos nas pesquisas.”

O cientista político Paulo Kramer, professor da UnB, diz que Marina atinge um público da classe média e alta insatisfeita com a política tradicional. “A primeira pesquisa mostra que indecisos e pessoas que iam votar nulo ou branco migraram para ela”, aponta, acrescentando que ela deve enfrentar dificuldade com setores como o agronegócio.

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