Câmara dos Deputados rejeita financiamento de pessoas físicas

Emenda apresentada pelo PCdoB só começou a ser votada depois de imbróglio entre PT e Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ontem, Casa já rejeitou financiamento de empresas

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postado em 27/05/2015 20:13

Andre Shalders

A Câmara dos Deputados rejeitou no começo da noite desta quarta-feira (27/5) a proposta de que as eleições fossem financiadas por meio de doações de pessoas físicas aos partidos. A emenda, apresentada pelo PCdoB, só começou a ser votada pouco antes das 19h, após um imbróglio entre o PT e demais partidos contrários ao financiamento privado das campanhas e o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ao todo, 163 deputados votaram a favor da medida, e 240 votaram contra. 66 deputados se abstiveram de votar. Par alterar a Constituição, é necessário uma maioria qualificada de dois terços dos parlamentares, ou 308 votos.

Esta é a primeira votação nominal da noite. Neste momento, os deputados discutem a votação de uma outra emenda, que prevê o financiamento exclusivamente público para as campanhas eleitorais. A maioria dos partidos se posiciona contra o financiamento exclusivamente público. Após essa votação, a Câmara debaterá uma emenda aglutinativa apresentada pelo líder do PRB, deputado Celso Russomano (SP), que prevê o financiamento de empresas restrito aos partidos. Já os candidatos poderiam apenas receber financiamento por parte de pessoas físicas.

Ontem, depois da rejeição do “distritão”, a Câmara impôs outra derrota a Eduardo Cunha, ao rejeitar um destaque feito pelo PMDB ao texto do relator da reforma política no plenário, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). O destaque previa o financiamento de empresas tanto para candidatos quanto para partidos. A retomada da discussão sobre o financiamento privado irritou o PT e outros partidos contrários ao financiamento empresarial. Para estes, a Casa não deveria votar a apreciar esse ponto, uma vez que ele já havia sido rejeitado.

Desde a tarde de terça-feira (27), a Câmara vêm votando de forma “fatiada” uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com vários tópicos da reforma política. Amanhã, a Casa cota temas avulsos, como fim da reeleição, voto obrigatório, cotas para mulheres e outros pontos. As propostas aprovadas terão de ser aprovadas ainda em 2º turno na Câmara, antes de seguirem para o Senado, onde serão votadas também em dois turnos.
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