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Noras de Lula dizem que PF agiu com "truculência" em operação

Instituto de ex-presidente afirma que funcionários estão sem acesso às contas de correio eletrônico

Eduardo Militão
postado em 09/03/2016 12:41

Curitiba - Três noras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disseram ao juiz da Lava-Jato no Paraná, Sérgio Fernando Moro, que agentes da Polícia Federal agiram com "truculência" ao cumprirem mandados de busca e apreensão em suas residências. Elas foram alvo da 24; fase da operação, apelidada de "Aletheia", em que o petista é suspeito de receber propina de empreiteiras denunciadas por desvios de dinheiro na Petrobras e em outras estatais. O Instituto Lula solicitou que a PF forneça senha para voltar a utilizar o sistema de correio eletrônico da entidade, já que os agentes e delegados modificaram os códigos de acesso aos emails.

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Os advogados de três noras de Lula ; a advogada Renata de Abreu Moreira, mulher de Fábio Luiz Lula da Silva, a advogada Fátima Rega Cassaro da Silva, mulher de Luis Cláudio Lula da Silva, e a assessora Marlene de Araújo Lula da Silva, casada com Sandro Luis Lula da Silva ; disseram a Moro que "durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, os agentes da Polícia Federal agiram com truculência, cometendo uma série de ilegalidades e abusos;. As afirmações constam de três petições semelhantes entregues à 13; Vara Federal de Curitiba na noite de terça-feira (8/3). Segundo o advogado Cristiano Zanin Martins e outros integrantes da banca, essas irregularidades ;serão levadas ao conhecimento das autoridades competentes em vias próprias;.

A assessoria da Polícia Federal no Paraná disse ao Correio nesta quarta-feira (9/3) que não vai comentar o assunto. As três noras ainda pedem a restituição de objetos apreendidos ou, pelo menos, de cópias dos documentos, discos rígidos e mídias eletrônicas levados pelos policiais federais. O fornecimento de cópias é uma medida usual em operações policiais. No caso da Lava-Jato, o juiz Sérgio Moro costuma determinar de antemão que a PF libere as cópias, mas às custas dos investigados.

Segundo Renata Moreira e Fátima Cassaro, as duas são advogadas e precisam de documentos relacionados ao seu trabalho. As três noras dizem que foram retirados objetos sem relação com a apuração e de caráter pessoal, como ;laptop, celular, ipad, pendrive (contendo arquivos de cliente, tese, documentos pessoal da casa);.


Em outra petição, os advogados reclamam que a PF apreendeu computadores do Instituto Lula e trocou todas as senhas para que os funcionários abram suas contas de correio eletrônico à distância. Por isso, eles pedem que Moro determine que a polícia forneça os novos códigos de acesso aos emails.

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