SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

Polícia Legislativa fez varredura na casa de Cunha, diz diretor preso

Para o Ministério Público e a PF, a busca por escutas ambientais em residências e gabinetes de políticos, tinham o objetivo de obstruir a Operação Lava-Jato e atender a interesses particulares dos parlamentares

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 24/10/2016 17:00 / atualizado em 24/10/2016 20:48

Eduardo Militão

O diretor da Polícia Legislativa do Senado, Pedro Ricardo de Araújo, preso na Operação Métis, afirmou, em depoimento à Polícia Federal, nesta segunda-feira (24/10), que os agentes da Casa fizeram varredura na residência do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O policial Geraldo de Deus Oliveira, preso na sexta-feira e solto no mesmo dia, já havia antecipado que um presidente da Câmara havia recebido benefícios da ação de contra-inteligência por cooperação. De acordo com o depoimento de Araújo, ele apenas cumpria ordens ao fazer as varreduras. Ele citou como exemplo o ex-presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Ainda segundo Araújo, as ações não eram feitas pelo pessoal do setor de inteligência do órgão.

 

Leia mais notícias em Política

 

Fontes ouvidas pelo Correio afirmam que desconfiam desta versão. Para eles, não é possível acreditar, ao menos em primeiro momento, que Araújo apenas cumpria ordens de senadores sem questioná-los. Também suspeitam da hipótese de que outros agentes, além dos quatro detidos na sexta-feira, não estivessem envolvidos nas varreduras.

Para o Ministério Público e a PF, a busca por escutas ambientais em residências e gabinetes de políticos, tinha o objetivo de obstruir a Operação Lava-Jato e atender a interesses particulares dos parlamentares. Isto porque muitas delas só foram feitas depois que os congressistas foram alvos de mandados da PF que vasculharam suas casas em busca de provas para a operação.

Eduardo Cunha está preso em Curitiva desde a última quinta-feira. "Eduardo Cunha não é investigado nesse inquérito e a defesa não teve acesso aos documentos, de forma que não temops como nos pronunciarmos", esclareceu o advogado Pedro Ivo Velloso ao Correio.

publicidade

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.

publicidade