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Ministra Cármen Lúcia exige 'respeito' de Renan Calheiros

Na segunda-feira, 24, Renan disse que a operação foi fascista e chamou o juiz Vallisney de Souza Oliveira de "juizeco"

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postado em 25/10/2016 11:44 / atualizado em 25/10/2016 13:01

Nelson Jr./SCO/STF
 

 

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, reagiu hoje às declarações do presidente do Senado, Renan Calheiros, que, na segunda-feira, classificou como “juizeco” Vallisney de Souza Oliveira, juiz que deu a ordem de prisão contra policiais legislativos no Senado.

Sem citar Renan, a ministra considerou “inadmissível” que um juiz seja tratado de forma desrespeitosa. “Todas as vezes que um juiz é destratado, eu e cada um de nós, juízes, somos também”, disse Cármen Lúcia na reunião do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão comandado por ela.

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A presidente da Suprema Corte disse que, para o bom funcionamento da democracia, um poder deve respeitar o outro. E acrescentou que o Judiciário “exige” respeito do Legislativo e do Executivo. “Não há a menor necessidade de, em uma convivência democrática, livre e harmônica, haver qualquer tipo de questionamento que não seja nos estreitos limites da constitucionalidade e da legalidade”, defendeu. “Um Judiciário forte é uma garantia para os direitos do cidadão.”

Prisão

Oliveira autorizou, na sexta-feira 21, a prisão de quatro policiais legislativos, além de uma operação de busca e apreensão na sede da polícia legislativa no Congresso Nacional. Na segunda-feira, 24, Renan além de chamar Oliveira de “juizeco”, classificou a operação de fascista.

“Somos todos igualmente juízes brasileiros querendo cumprir nossas funções. Espero que isso seja de compreensão geral (...) O mesmo respeito que nós Poder Judiciário dedicamos a todos os órgãos da República, afinal somos sim independentes e estamos buscando a harmonia em benefício do cidadão brasileiro. Espero que isso não seja esquecido por ninguém, porque nós juízes não temos nos esquecido disso”, finalizou Cármen.

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Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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manoel
manoel - 25 de Outubro às 18:21
É necessário e urgente que se crie uma lei severa que puna qualquer agente público que extrapole os limites da Constituição e da lei, o meu temor é que diante de parlamentares imundos, criem leis que cale a boca a todas as demais autoridades e, em especial ao Judiciário e que a impunidade vire uma regra.
 
carlos
carlos - 25 de Outubro às 14:06
GAROTOS NOVOS EMPLGADOS COM A MIDA, GOSTAM MESMO DE APARECEREM COM CERTAS AFIRMAÇÕES E DECISÕES!
 
carlos
carlos - 25 de Outubro às 14:05
MAS ELES PODEM TUDO, JUIZES QUERENDO SER DEUS OU ACHAM QUE SÃO DEUSES! RENAN TÁ CERTO NESSE CASO, POR ISSO O FORO PRIVILEGIADO, PORQUE COLEGIADO SÃO VARIAS CABEÇAS PARA PENSAR E DECIDIR!
 
Leonardo
Leonardo - 25 de Outubro às 13:53
Renan e respeito na mesma frase ?
 
Júlio
Júlio - 25 de Outubro às 12:35
Já passou foi da hora de prender esse coronel Renan. Ele é um dos inimigos do Brasil, da mesma laia de Collor, Sarney e outros que, se não existissem, o Brasil seria melhor.

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