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Para evitar crise, Temer tentará reunir Renan, Moraes e Cármen Lúcia

O presidente pretende colocar os três lado a lado no evento de lançamento do Pacto Nacional pela Segurança Pública, previsto para esta sexta-feira (28/10)

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postado em 25/10/2016 14:03

Agência Estado

Montagem/STF/Agência Senado

Para tentar quebrar o clima de tensão instaurado nos últimos dias nos Três Poderes, o presidente Michel Temer costura nos bastidores a ideia de unir, num mesmo evento, o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), o ministro da Justiça Alexandre de Moraes e a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia. Os três protagonizaram, nos últimos dias, trocas de farpas públicas após a operação da Polícia Federal nas dependências do Senado na última sexta-feira (21/10) que prendeu o diretor da Polícia Legislativa do Senado e outros três servidores.

Temer pretende colocar os três lado a lado no evento de lançamento do Pacto Nacional pela Segurança Pública, previsto para esta sexta-feira (28/10). A defesa das propostas englobadas pelo pacto, na avaliação de integrantes do Palácio, exige a participação de todos e deve unir o discurso.

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O temor do presidente neste momento é de que os desdobramentos da Operação Métis atrapalhem o andamento da votação da Proposta de Emenda à Constituição que estabelece limite de gastos. A PEC 241 deve ser votada em segundo turno nesta terça-feira (25/10) no plenário da Câmara e em seguida vai para discussão no Senado.

"A preocupação do presidente é baixar a temperatura da crise. O maior temor do Palácio neste momento é que esse problema institucional atrapalhe a pauta de votação no Congresso. A PEC do teto tem um calendário apertado", ressaltou um assessor palaciano.

Renan, Moraes e Cármen Lúcia estão no centro do tensionamento instaurado nos últimos dias. Em entrevista concedida na segunda-feira, 24, Renan chamou Moraes de "chefete de polícia" após o ministro afirmar que os agentes da polícia legislativa "extrapolaram" a competência. O senador também disparou contra o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília e que autorizou a operação no Senado, a quem chamou de "juizeco".

As declarações de Renan contra o juiz levaram a ministra Cármen Lúcia a também reagir nesta terça-feira. "Onde um juiz for destratado, eu também sou", disse Cármen. A ministra declarou ainda que o Judiciário exige respeito dos demais Poderes da República.

A operação da Polícia Federal visou desarticular um grupo, liderado pelo Diretor da Polícia do Senado Pedro Carvalho que, segundo as investigações, 'tinha a finalidade de criar embaraços às ações investigativas dos federais em face de senadores e ex-senadores, utilizando-se de equipamentos de inteligência'.

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Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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marcelo
marcelo - 26 de Outubro às 08:09
Ta na cara que aOperação Lavajato esta chegando ao Senado e muito provavelmente seu Presidente deve estar enrolado ate o ultimo fio de cabelo implantado para agredir o judiciario que investiga sua milicia particular financiada com dinheiro publico, espero que a Ministra não compareça
 
Leonardo
Leonardo - 25 de Outubro às 23:12
Renan e a vergonha desse pais !
 
Luiz
Luiz - 25 de Outubro às 18:46
Esse Reuzeco não tem dignidade para estar no mesmo ambiente da Ministra Cármen Lúcia. Temer deveria era exigir desse senhorzeco que pedisse desculpas publicamente à toda a magistratura brasileira.
 
Ednei
Ednei - 25 de Outubro às 17:29
Quo usque tandem abutere , Teori , patientia nostra?

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