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Doria nega chateação com Aécio por não recebê-lo em Brasília

Após encontro com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), Doria fez questão de dizer em coletiva que o encontro previsto com Aécio não aconteceria, mas que o senador teve a "delicadeza" de telefonar e avisá-lo

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postado em 25/10/2016 19:20

Agência Estado


O prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), minimizou o fato de o senador Aécio Neves (PSDB-MG) não recebê-lo nesta terça-feira ( como estava previsto em agenda divulgada pela assessoria do prefeito. "Ele está cuidando do território político dele, eu entendi muito bem. Ele é meu amigo", disse.

Após encontro com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), Doria fez questão de dizer em coletiva que o encontro previsto com Aécio não aconteceria, mas que o senador teve a "delicadeza" de telefonar e avisá-lo.

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O prefeito também negou que a situação tenha qualquer relação com uma possível divisão interna do PSDB, já que sua eleição para a prefeitura de São Paulo representa um reforço para o diretório paulista diante do diretório mineiro de Aécio. "Ele é o meu presidente, o presidente do meu partido, o PSDB. Ele está cuidando da campanha", afirmou, referindo-se à disputa em Belo Horizonte.

Enquanto o PSDB de São Paulo conseguiu eleger Doria na capital em primeiro turno, Aécio enfrenta dificuldades para emplacar seu candidato, João Leite, na prefeitura de Belo Horizonte. As últimas pesquisas do Ibope registram 41% da intenção de votos para o adversário Alexandre Kalil do PHS, enquanto Leite tem 35%

'Contrapartidas'


Ao final de sua visita aos representantes do Congresso Nacional em Brasília, Doria disse que foi buscar junto às demais esferas de governo "contrapartidas" para a cidade de São Paulo. A principal demanda do prefeito paulistano é retomada da discussão do pacto federativo.

"Além da visita de cortesia, viemos já começar a trabalhar. Não vamos precisar de pires, mas vamos precisar de contrapartidas e ações equivalente à dimensão e à grandeza da cidade de São Paulo", disse o prefeito negando que esteja "de pires na mão".

Ele fez questão de reiterar o peso da cidade de São Paulo para a economia do Brasil e a contribuição tributária para os cofres públicos. "É a maior capital do País, uma das maiores do mundo e merece um tratamento adequado pela dimensão que tem. Com 12 milhões de habitantes, é a cidade que mais contribui com impostos para o governo federal", afirmou.

Pacto federativo


Para tratar das demandas específicas que o município de São Paulo teria com o parlamento, Doria preferiu deixar a palavra com o seu vice, o deputado federal Bruno Covas (PSDB-SP). Bruno, por sua vez, defendeu o encaminhamento do pacto federativo.

"É sempre importante a gente repensar o pacto federativo e o aumento de mais recursos para os municípios, dentro do que está concentrado no governo federal e estadual", disse Bruno. Ele pretende aproveitar a nova leva de prefeitos eleitos para ajudar a pleitear a proposta.

Plenário


Após breve reunião com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o prefeito eleito visitou o plenário da Casa e foi cumprimentado por diversos deputados.

Maia anunciou no microfone a presença de Doria em plenário e prosseguiu com as votações da PEC do Teto dos Gastos.



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